sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Um lar ao ar livre

É inverno. Você consegue se imaginar no frio, sem cobertor ou roupas de frio, sem o conforto da sua casa? Dê uma olhada para as ruas de São Paulo quando passar de carro ou ônibus, em todos os cantos que olhamos eles estão lá: os moradores de rua. Esses que ignoramos quando vêm bater na nossa porta para pedir comida, ou algum “trocado”. Às vezes ao andar na praça da Sé, o cheiro também é desagradável.

Mas estas pessoas têm suas histórias, esperanças e desejos. Quem vai nos contar um pouco destes anônimos são as alunas de jornalismo da Universidade IMES, com o documentário - Minha Rua, Minha Casa -: “A gente pensa que eles estão num mundo à parte do nosso, mas eles entendem e se interessam por política também”, diz Alessandra Furtado.

A parte prática do trabalho não é fácil: “Quando o cheiro da bebida não está muito forte até dá para fazer uma entrevista legal!”, comentam as alunas. “Fomos filmar na Praça da Sé com medo, porque o perigo é grande e tem que ter cuidado com os mais novos, os meninos cheiram cola o dia inteiro e podem te roubar” comenta Juliana Couto.

O documentário relatará o massacre que houve há três anos na Sé, um fato marcante, e também vai divulgar o lado das ONGs que ajudam como o CAAC – centro de artes alternativas e cidadania, como o jornalista Alderon Pereira da Costa desenvolve seu trabalho na rede Rua de Comunicação. O Coopere Centro faz a as parte com a cooperativa de material reciclado.

A assistente social Adelice Neves Aunmen, é coordenadora do hotel Social São Francisco: “Lá ficam as pessoas que consigam pagar algum valor, é um passo dos albergues para uma vida melhor”, explica Michele Ferreira.

Por incrível que pareça, existem pessoas que estão morando na rua por opção. Outras perderam emprego, casa e família, ao mudar de estado. No passado o número de pessoas que vinham do Nordeste do país era abundante, e aqui em São Paulo ficavam sem dinheiro, emprego ou comida. Ficou interessado em conhecer alguma história? Aguarde até Outubro, no dia da apresentação final do Trabalho de Conclusão de Curso que será realizado no Teatro da Universidade IMES, em São Caetano do Sul e aberto para o público.


Cláudia Cristina Paz da Silva

Um comentário:

Prof. Arquimedes disse...

Atenção para alguns escorregões no uso de vírgulas. O tipo de construção "Quem vai nos contar um pouco destes anônimos" não é muito comum na mídia impressa, mas sim em TV.
O nome da instituição CAAC deveria vir em maiúsculas.

Ótimo final!