quinta-feira, 23 de agosto de 2007

EI! TEM ALGUÉM NA RUA?

Moradores de rua foi o tema que segurou a atenção da platéia até o final da Coletiva de Imprensa na última terça-feira

Quantos e quantos de nós, na correria do dia-a-dia, atravessamos o mundo sem se dar ao trabalho de olhar para um irmão? Isso mesmo, um irmão! Não sabe do que estou falando não é mesmo? Afinal de contas essas tantas vezes em que fizemos isso nem se quer percebemos que passamos por alguém!

Em muitos momentos até criticamos o outro, porém, poucos foram os momentos em que nos colocamos no lugar do próximo que se encontra abatido e esquecido pela sociedade. Estamos nos acostumando com o desprezo das camadas menos favorecidas e nem percebemos que poderíamos ser IGUAIS. Ter as mesmas oportunidades, sonhos, e realizações. Você gostaria de morar na rua? Provavelmente não. Mas com certeza já passou ou foi abordado por algum mendigo?

Esse foi o tema abordado na segunda pré-estréia de TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) realizada desde o início da segunda quinzena de agosto/2007 pelos alunos de Jornalismo da Universidade Imes.

O vídeo-documentário - Minha Rua, Minha Casa - retrata a rotina dos Moradores de Rua. O grupo tem como proposta mostrar os diversos motivos que podem levar as pessoas às ruas. Dentre esses motivos estão o desemprego e a dependência química. A jornalista Michele Ferreira acrescenta: “Algumas pessoas que estão nas ruas porque querem”!

Na Coletiva de Imprensa a jornalista Juliana Couto conta que durante a pesquisa o grupo percebeu que não há muitas mulheres nas ruas. Elas são acolhidas em hospitais e casas assistenciais, na grande maioria com transtornos mentais. “Elas não agüentam ficar na rua, o impacto psicológico para as mulheres é muito maior. Se não se prostituem são estupradas! Além de serem viciadas em drogas”.

Um dos personagens do vídeo será Sebastião Nicomedes, que ainda se encontra em condição de morador de rua. Tião possuía uma empresa de Comunicação Visual. Por motivo de doença ficou internado e quando retornou seus sócios tinham vendido tudo e desaparecido. E o homem ficou sem ter para onde ir. Tião conta emocionado: “...não existia nada, tudo sumiu. Os equipamentos, tintas, faixas, meu local de dormir e até meus antigos sócios.”

Por fim, o professor de Assessoria de Imprensa Arquimedes Pessoni sugere ao grupo de acrescentar ao fim do documentário a imagem dos moradores de rua ao assistir o vídeo pronto.

Elaine Boaventura

Um comentário:

Prof. Arquimedes disse...

Na passagem: A jornalista Michele Ferreira acrescenta: “Algumas pessoas que estão nas ruas porque querem”! - há necessidade do verbo haver. (em tempo: é jornalista ou futura-jornalista?).
Sugiro substituir o termo "estupradas" por "abusadas sexualmente".

Texto com característica de revista, apresentando nariz-de-cera. Parabéns!