sexta-feira, 31 de agosto de 2007

A ANSIA PELA VIDA





Eis a questão, até onde pode ir o sofrimento de uma mãe pela curta expectativa de vida de uma criança.

O tema em si é muito polêmico, a Anencefalia, que nada mais é que a
malformação caracterizada pela ausência total ou parcial do encéfalo e da calota craniana, proveniente ao
defeito do fechamento do tubo neural durante a formação embrionária.

Não é tão incomum como as pessoas imaginam, existem relatos sobre casos em todo o Brasil, porém não temos
dados estatísticos de qual região do país teria a maior incidência de casos de Anencefalia.
Nos últimos anos devido aos avanços tecnológicos, os juízes autorizam as mães que tenham gravidez com fetos
anencéfalos que possam interromper a gestação.
Este trabalho de TCC que irá abordar o tema optou por um assunto muito interessante e que poucos veículos de
comunicação se propuseram a fazer, um apanhado mais complexo de material que pudesse deixar mais
transparente a visão deste problema que aflige famílias inteiras no País.
A prevenção para evitar o problema é a ingestão contínua e sistemática do ácido fólico em idade reprodutora,
inclusive com o aval da OMS (Organização Mundial de Saúde). Várias pesquisas foram feitas em todo o
planeta e comprovaram a eficácia deste tipo de tratamento que reduz drasticamente (em torno de 60% a 70%)
os índices desse tipo de malformação fetal.
Segundo o geneticista Thomas Gollop no Brasil isso ocorre um a cada 700 crianças, por diversos fatores,
nutricionais, genéticos e alimentares podem ser causas do problema e podem ocorrer com qualquer mulher. O
diagnóstico é dado a partir de 12 semanas e muitas crianças morrem já no parto e para aquelas que sobrevivem
à expectativa de vida é de poucas horas, dias ou raramente poucos meses.

Edson Fonseca

Nove meses de gestação?


No último dia 28 de agosto, o grupo composto por Felipe Mesquita, Marcos Felix, Priscila Aguiar, Ana Carla Molina, Carolina Duarte e Fernanda Pinto, apresentaram parte do trabalho em vídeo sobre Anencefalia fetal.
A idéia do trabalho surgiu pelo conhecimento de uma tese de doutorado de psicologia. O tema interessou os integrantes desde o primeiro ano de faculdade.
“No inicio do processo, tivemos medo e dificuldade para encontrar mães que quisessem falar sobre o assunto”. Conta Felipe.
A intensão do grupo é expor o direito de escolha, porque é a mãe que vai decidir se vai interromper ou levar a gravidez até o fim.
O vídeo documentário é composto por cinco depoentes principais e oito especialistas nas áreas jurídicas, médica, religiosa e principalmente como se prevenir desse problema de defeito na formação ou ausência do cérebro fetal.
A palavra anencefalia quer dizer sem cérebro e esse problema torna-se letal para o bebê. É possível detectar este problema na 12ª semana de gestação. E a prevenção para isso é simples, a mulher em idade fértil, precisará ingerir acido fólico (vitamina B) três meses antes de engravidar.
Segundo o grupo de estudantes não existe dados ou números de casos sobre anencefalia e uma outra parte abordada no trabalho é a dura questão que trata da parte psicológica da mãe, que sabe que seu filho vai nascer e que morrerá logo após o parto.O tema é bastante polêmico, pois o aborto não é autorizado para esse caso, apenas quando existe risco de vida para mãe ou no caso de estupro. Portanto a decisão é tensa é requer equilíbrio psicológico.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Uma decisão difícil

A anencefalia é um assunto pouco conhecido da população, mas precisa ser abordado para conscientizar e prevenir a população


Imagine a dificuldade que é para uma mulher, ter que escolher entre abortar ou gerar um filho que não tem estimativa de vida. Essa é a dúvida que surge quando algumas mães descobrem que o filho gerado tem anencefalia.

A anencefalia é um defeito na formação do feto que causa ausência do cérebro. A criança pode morrer dentro do útero da mãe, ou nascer e viver poucas horas, ou em situações muito raras, viver por alguns meses sem ter consciência e ter reflexos involuntários.

Quando a mãe está na 12ª semana de gestação, através do ultra-som é possível saber se a criança tem ou não anencefalia. Depois de diagnosticado não dá para fazer nada. A mãe precisa escolher entre manter a gestação ou abortar.

Os médicos não dão conselhos. Se a mulher decidir realizar o aborto, é preciso entrar na justiça para conseguir a autorização do juiz. Algumas vezes esse processo demora e a criança acaba nascendo.

A questão do aborto em casos de anencefalia é complicada, porque o aborto só é permito caso a mãe esteja correndo risco de vida, então depende do juiz. Gravidez de anencefalia não tem risco.

Foi pensando em apresentar e alertar a população sobre esse tema que o grupo formado por Priscila Aguiar, Ana Carla Molina, Carolina Duarte, Fernanda Lúcia, Felipe Mesquita e Marcos Félix, decidiu fazer o TCC – Trabalho de Conclusão de Curso-, cujo título é: “E agora mãe? Anencefalia e o direito de escolha”.

O objetivo desse trabalho é mostrar para as pessoas que a anencefalia existe, é comum e que tem como prevenir.

A prevenção pode ser feita três meses antes da mulher engravidar. Ela deve tomar 0,4mg de ácido fólico. Essa prevenção reduz em 70% o risco de anencefalia. Isso é importante porque uma mulher que já teve um filho com esse problema tem tendência a ter outros: “Cada gestação cuja prevenção não é tomada, tem 5% de chance de ter filhos com a doença. Se a mulher tiver outro filho e não tomar os cuidados necessários, a chance aumenta para 10%, e assim por diante”, disse um dos integrantes do grupo Felipe Mesquita.

Segundo o grupo, o trabalho está quase concluído e será apresentado em outubro na Universidade IMES.

Luana Teodoro

Anencefalia: como evitar??

Um defeito na formação do feto que causa a ausência do cérebro e a criança não tem expectativa de vida. Pode morrer dentro do útero da mãe, sobreviver por poucas horas após o parto ou em casos raros viver por meses. Você já parou para refletir uma situação como essa?

A questão da encefalia ainda não é muito abordada no Brasil. Mas deveria. De acordo com levantamentos, no país, 1 em cada 700 crianças nascidas tem este problema. Prevenção existe, mas é única: o ácido fólico.

Com o objetivo de elucidar mais a questão, o vídeo-documentário " E agora, mãe? Anencefalia e o direito de escolha, foi apresentado pelos alunos da Universidade Imes, em São Caetano do Sul.
Mas, se você perdeu, não se assuste. Na última Terça feira ( 28) aconteceu somente a pré-estréia.

Na Segunda quinzena de outubro, a iniciativa será novamente veiculada na unidade educacional.
A universidade Imes fica na avenida Goiás, nº 3400.

Repórter Leandro Amaral

Vídeo-Documentário discute a anencefalia

Com um tema denso e desconhecido da maioria das pessoas, um grupo de estudantes da Universidade IMES em São Caetano do Sul, conseguiu prender a atenção das mais de 30 pessoas que assistiram a apresentação de uma prévia do vídeo-documentário “E agora mãe”. O trabalho que foi exibido em uma das salas da própria instituição de ensino apresentou de forma clara e objetiva a anencefalia. Isso mesmo anencefalia, que é um defeito na formação do feto que causa a ausência do cérebro.

Um feto anencéfolo, não pode sobreviver fora do útero da mãe por muito tempo. Serão algumas horas, dias, semanas e no máximo meses, mas com uma vida totalmente artificial. E esta é a grande questão do “E agora mãe”. Qual a atitude de uma mulher que sabe que seu filho, assim que nascer não terá muito tempo de vida?
Utilizando 5 depoentes que vivenciaram esta experiência e oito especialistas no assunto, o trabalho de conclusão de curso dos alunos de jornalismo, aborda a legalidade do aborto para esses casos e como diminuir as possibilidades de uma mãe vir a ter um filho anencéfalo.

No caso do aborto, o grupo preferiu não polemizar muito o assunto e para isso deixou de lado opiniões de lideres religiosos. O documentário foi dividido em três blocos (O que é?, Direito de Escolha e Prevenção) e será apresentado na íntegra no mês de novembro no teatro da Universidade IMES.

Thiago Magnani

Causas da Anencefalia

Na última terça(28), aconteceu a apresentação da pré-estréia do documentário “E Agora Mãe? Anencefalia e o Direito de Escolha, no auditório da Universidade Imes, em São Caetano do Sul. O vídeo retrata as verdadeiras causas desse mal, os tratamentos existente para o combate da doença, como o “ácido fólico”, que provoca uma diminuição dos riscos da criança nascer com o problema.
O documentário também mostra o depoimento de pessoas que viveram esse drama, como o casal Maria Inês e Valdir de Carvalho, que tiveram duas gestações de anencéfalos.

Fernando Pioli

Mundo Paralelo

O tema de Trabalho de Conclusão de Curso do último ano de Jornalismo "Minha Rua, minha casa" feito por Alessandra de Mauro, Aline Dias, Daniele Gardin, Juliana Couto, Juliana Vieira, Michele de Jesus e Thalita Cardoso mostram em documentário o universo que vivem os moradores de rua de São Paulo.

Expõe as circunstâncias que os levam á entrar em situação de rua, onde por falta de renda fixa, moradia e alimentação fazem de seu lar as ruas, albuergues e pensões.

Mostraram as dificuldades que enfretam para se aproximarem desses personagens, segundo Juliana " as mulheres geralmente são agressivas e as crianças no mundo das drogas".

Foi através da ONG GAAC que conheceram Sebastião Nicomedes de Oliveira, 38 anos ex empresário que após um acidente de trabalho perdeu tudo o que tinha e hoje vive em situação de rua. Dentro da ONG que trabalha com inclusão social através da arte, notaram hábilidade de Tião, como assim é chamado, com as palavras e seu trabalho hoje é escrever peças de teatro que já estão no circulo profissional e se tornou personagem principal deste documentário.

Um trabalho que discuti o preconceito com os moradores de rua, expões suas situações e repassam as lições de vida que eles ensinam.

Priscila Bezerra Bueno.

Até onde ir?

Por mais complicada que possa ser a escolha em abortar ou esperar a gestação de uma criança com anencefalia, a decisão fica a cargo da mulher

O tema que é de pouco conhecimento pela sociedade brasileira, pode acarretar em situações que marcam a vida de famílias que descobrem durante o período de gravidez, que estão esperando um bebê anencéfalo.


Na décima segunda semana de gestação já é possível detectar a doença que é caracterizada pela ausência de cérebro. No Brasil, a incidência de crianças nascidas com a doença é de uma para cada 700. Se há sobrevivência após o parto, a criança não resiste por mais que algumas horas, e em casos raros por meses. Além disso, os órgãos após o falecimento não são utilizados para transplante. Existem três fatores que podem influenciar na formação de um feto anencéfalo: o genético, o nutricional e o geográfico.


Com o objetivo de trazer a questão da anencefalia para conhecimento público, um grupo de estudantes do quarto ano de jornalismo da Universidade IMES, em São Caetano, produziu um vídeo-documentário sobre o tema.


Um dos idealizadores do trabalho, Felipe Mesquita, reconhece nunca ter ouvido falar da doença. O grupo relembra que desde o segundo ano da faculdade, a idéia estava entre as preferidas para ser desenvolvida como tema principal do TCC, Trabalho de Conclusão de Curso.


O vídeo-documentário apresenta cinco depoentes principais, entre mães e pais, e oito especialistas para dar embasamento às explicações do tema. O trabalho é divido em três blocos: o primeiro aborda a explicação do que é a anencefalia; o segundo trata do direito de escolha da mulher e o terceiro tem foco na prevenção. Prevenção? Isso mesmo, a doença pode ser prevenida! A solução é agregar à alimentação, aproximadamente três meses antes da gestação, uma vitamina denominada “ácido fólico” que diminui em até 60% o risco de gerar uma criança com a doença.


Felipe Mesquita afirma que tornar de conhecimento público a prevenção é um dos focos principais do documentário: “Cada gestação cuja prevenção não é tomada, se tem 5% de chance de ter filhos com a doença. Se a mulher tiver outro filho e não tomar os cuidados necessários, a chance aumenta para 10%, e assim por diante”.


Ele também cita que muitas vezes o aborto é encarado como solução para essa realidade. “Mesmo a doença não ocasionando qualquer risco de vida para a mãe, a mulher tem direito pelo próprio corpo, é um direito de escolha. Mas é bom lembrar que o aborto por si só é crime”, reforça o estudante.


A integrante do grupo idealizador do vídeo-documentário, Priscila Aguiar, comenta o período da gestação: “Por ser um momento difícil, essas mulheres contam com o acompanhamento de psicólogos que as orientam”.


Fernanda Lúcia, também idealizadora e integrante do grupo de estudantes, comenta o aborto mencionando a religião: “O ministro tentou aprovar, mas parou por conta da Igreja que não encara isso como uma ação correta. A religião entra no documentário de uma forma bem leve”.


O grupo define o trabalho como “técnico científico que transmite emoção, mostra o que algumas mães passaram e foca a questão da prevenção”. Eles afirmam que se surpreenderam, tanto pela forma que produziram, quanto pelos resultados alcançados.


O próximo passo após a apresentação do trabalho concluído que acontece em outubro é investir no plano de mídia para veiculação do vídeo-documentário.


A coletiva de imprensa com a prévia do trabalho foi exibida nesta terça-feira nas dependências da Universidade IMES.
Caroline Longue Terzi


quarta-feira, 29 de agosto de 2007

“Mãe! Por que não pude ver o mundo?”




Por Juliana Vieira


E agora mãe? Anencefalia e o direito de escolha, é o tema do vídeo documentário apresentado pelos alunos do 4º ano de jornalismo da faculdade IMES, na ultima terça-feira dia 28 de Agosto de 2007. O objetivo deste trabalho de conclusão de curso, desses jovens alunos é dizer de forma simples que a anencefalia é um defeito na formação do feto que causa a ausência do cérebro e a criança não tem
expectativas de vida, podendo morrer ainda dentro do útero da mãe ou pode sobreviver por poucas horas após o parto.
Esse diagnóstico pode ser identificado apatir da 12º semana de gestação, no Brasil isto ocorre em 1 a cada 700 crianças que nascem, segundo a entrevistada e geneticista Thomas Gallop.
O grupo aborda também a única prevenção existente contra o problema, a vitamina chamada “acido fólico”, um dos compostos do complexo B, que diminui em até 60% o risco de se ter anencefalia, se consumido todos os dias antes da concepção e pelo menos até o fim da 1º fase da gravidez.
O grupo conta também com depoimentos de cinco entrevistados que vivenciaram o problema, como por exemplo, o casal, Maria Inês e Valdir de Carvalho que encararam duas gestações de fetos anencéfalos e com muita decisão e coragem seguiram em frente e tiveram os bebês mesmo sabendo que eles morreriam pouco tempo depois da gestação. Essa e outras histórias você pode conferir na estréia do vídeo-documentário que será exibido na segunda quinzena de Outubro no auditório da Universidade IMES situada na Av. Goiás, 3400 em São Caetano do Sul.

Saiba o que é a Anencefalia




Por Renata Sanches


Há um assunto muito importante a ser discutido, que é a anencefalia. Muitas pessoas não sabem da existência dessa doença, mas ela existe e pode acontecer com qualquer pessoa. Com o intuito de fazer com que as pessoas fiquem por dentro desse assunto, um grupo do quarto ano de jornalismo, na universidade Imes em São Caetano do Sul, produziu um vídeo-documentário com esse tema.
O documentário mostrará o que é anencefalia, que através de depoimentos de especialistas tratará deste assunto bem detalhadamente. Para quem não sabe, anencefalia é um defeito na formação do feto que causa a ausência do cérebro e a criança não tem expectativa de vida, pode morrer no útero da mulher, pode sobreviver por poucas horas após o parto e em casos raros pode sobreviver por meses.
Porém isto não ocorre com freqüência, segundo o geneticista Thomas Gollop, no Brasil a ocorrência é de 1 a cada 700 crianças que nascem. Existe uma única prevenção para esta doença. A mulher deve tomar uma vitamina chamada “ácido fólico”, que diminui em até 60% o risco de se ter anencefalia. A dosagem da vitamina é baixa, somente 0,4mg, e deve estar em idade fértil. Todos os dias antes da concepção e continuar tomando pelo menos até o final da primeira fase da gravidez, esse método ajuda a prevenir a anecefalia.
Através de dados, de informações de especialistas, de padres, de psicólogos e de cinco pessoas que vivenciaram o problema, que o grupo mostrará esse assunto tão polemico, pois alguns são a favor do aborto, outros não.
A apresentação do vídeo- documentário que chama “E agora mãe? Anencefalia e o direito de escolha”, será feita na coletiva de imprensa, dia 28 de agosto de 2007, às noves horas da noite, na sala de aula número 42 prédio B

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Os homens das ruas




por Priscila Bertucci

As alunas Alessandra de Mauro, Aline Dias, Daniele Gardin, Juliana Couto, Juliana Vieira, Michele de Jesus e Thalita Cardoso do quarto ano de Jornalismo da Universidade IMES se São Caetano do Sul, apresentaram na última terça-feira (21/08) uma prévia de seu Trabalho de Conclusão de Curso que mostra histórias de vida e a rotina de homens que estão em situação de rua, muitas vezes por opção própria.
Através da pesquisa Censo realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), podemos observar o crescimento do número de pessoas que vivem nas ruas. No ano 2000 foram identificados 8.088 moradores de rua em São Paulo. Destes, 4.395 foram encontrados nos logradouros da cidade e 3.693 encontravam-se nos albergues. Já no ano de 2003 foram contadas 10.399 pessoas, sendo que 6.186 em albergues e 4.213 nas ruas.
Intitulado "Minha rua, minha casa", o vídeo-documentário mostra homens como Sebastião Nicomede "Tião", 38 anos, que foi passado para trás por seus sócios enquanto estava no hospital se recuperando de um acidente de trabalho que sofrera na própria empresa. Desde então, Tião está em situação de rua, fato este que o motivou a escrever a peça "Diário dum carroceiro".

Os personagens deste vídeo não têm renda nem moradia fixa. "Pessoas em situação de rua não são mendigos", afirma Michele de Jesus. Ela ainda explica que estas pessoas não moram nas ruas. Passam as noites em albergues e casas comunitárias, contam com projetos como o "Sopa da Sé" para se alimentar e tem sua própria moeda social (utensílios que encontram no lixo e trocam entre si). Também será mostrado o dia a dia da assistente social Adelice Cummin, coordenadora do Hotel Social São Francisco que acolhe e encaminha estes homens ao mercado de trabalho.

Na segunda quinzena de outubro, todos poderão conhecer mais sobre a vida de pessoas que passam seus dias nas calçadas e asfaltos da cidade de São Paulo e conferir as histórias marcantes de Tião e "outros homens das ruas", na apresentação final do TCC que será realizada no auditório da Universidade IMES.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Nossa rua, minha casa



Rafael Akiyama



TCC mostra um dos sintomas que sofre o país das desigualdades

Na última terça-feira, 21, o segundo grupo do TCC do último ano de Jornalismo da Universidade Imes apresentou o projeto para a classe e para Profº Arquimedes Pessoni, de Assessoria de Comunicação.

O grupo, ainda sem nome, mostrou uma prévia do que será o documentário televisivo sobre moradores de rua de São Paulo, chamado "Minha rua, minha casa". O trabalho será apresentado no final de outubro para a banca examinadora na própria Universidade. Neste trabalho o grupo procurou divulgar a difícil vida destes moradores que sofrem de discriminação, muitas vezes com a indiferença da sociedade e com o descaso dos governantes.

Entre as dificuldades que o grupo, formado inteiramente por mulheres, esteve situações engraçadas e muitas vezes até perigosa, como diz a estudante Michele de Jesus: "Vimos um homem tomando banho no chafariz do centro de São Paulo e em outro momento tivemos que nos esconder dentro de uma igreja", relata sempre com bom humor, Michele.

Apesar de alguns problemas, as meninas do grupo disseram que aprenderam muito com a convivência com os moradores que, por espanto delas, possuem muito conhecimento geral, massa crítica formada pela vivência nas ruas.

Através das diversas entrevistas e estudo de campo, o grupo diz que gostou desta experiência e quer continuar com a relação de amizade que foi criada com os moradores de rua. "Queremos levar essa amizade formada com eles para vida toda. Eles nos ensinaram muito com o conhecimento que eles adquiriram com a vida", diz a estudante Juliana Couto.

sábado, 25 de agosto de 2007

"A mesma lua a furar o nosso zinco..."



Caio Bruno

Você passa por eles em quase todos os lugares e dificilmente os nota. Quando os nota, fecha o vidro do carro, atravessa a calçada ou diz com um ar preconceituoso: "Está assim porque não gosta de trabalhar e é um bebum"

Saiba que cada um dos moradores de rua têm uma história de vida, suas dificuldades, derrotas e persistências e estes são alguns dos motivos que levaram um grupo de alunos do 4º ano de jornalismo da Universidade IMES a fazer um tele-documentário sobre essas pessoas.

Chamado "Minha Rua, Minha Casa" o TCC relata a vida de moradores de rua da cidade de São Paulo. O personagem principal é Sebastião Nicomedes de Oliveira, 38, que por muito tempo morou nos logradouros da capital e relata sua experiência.

Juliana Borges, que apresentou o projeto, demonstrou um fato interessante encontrado pelo grupo na pesquisa e produção do trabalho. O perfil desses moradores mudou. Antes eram predominantes os negros, usuários de droga , pessoas com pertubação mental e migrantes vindos da região Nordeste do país. Atualmente, cresce o número de paulistanos que por problemas de comportamento e familiares vão para as ruas.

Com o apoio e entrevistas de assistentes sociais e orgãos de apoio aos moradores, o documentário será exibido na íntegra no mês de outubro no Campus I da Universidade IMES.

Histórias sem endereço


Por Larissa Florencio
Preconceito e discriminação são palavras presentes na dia-a-dia dos moradores de rua.
O vídeo-documentário Minha Rua, Minha Casa, que traz para as telas histórias sobre as pessoas em situação de rua, teve sua pré-estréia na última terça-feira (21) na Universidade Imes em São Caetano do Sul.
Produzido por alunos do 4º ano de Jornalismo da Universidade, o documentário é recheado com depoimentos de personagens que viveram ou que ainda vivem nesta situação. Como é o caso do personagem principal, ex-morador de rua Sebastião Nicomedes de Oliveira de 38 anos. Ele conta que após sofrer um acidente no trabalho e ficar hospitalizado, acabou com uma situação financeira muito difícil, o que fez com que ele, antes dono de uma empresa de Comunicação Visual, optasse por viver em albergues, pensionatos e até mesmo nas ruas.
O trabalho Minha Casa Minha Rua além de contar algumas histórias, também mostra alternativas e a rotina de algumas das 10 mil pessoas em situação de rua em São Paulo.
Minha Casa, Minha Rua terá estréia na segunda quinzena de outubro na própria universidade, durante a semana de exposição de trabalhos de jornalismo.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

O Diário de um Morador de Rua

Um grupo de alunas do quarto de jornalismo, da universidade IMES em São Caetano do Sul apresentou a imprensa ontem à noite uma prévia do documentário "Minha Rua, Minha Casa".
Trata-se do trabalho de conclusão de curso de seis alunas que ao conhecer a história de ex-moradores de rua que hoje estão novamente integrados a sociedade, resolveram mergulhar no mundo, ou melhor, na vida daquelas pessoas que não tem um teto para morar.
O grupo formado só por mulheres entrevistou diversos moradores de rua e conheceram muitas histórias de vida que poderão ser vistas no mês de outubro, dia da apresentação do trabalho. Na ocasião será possível conferir depoimentos emocionantes como o do ex-morador de rua Sebastião Nicomedes de Oliveira que hoje é escritor e personagem principal da peça teatral "Diário dum Carroceiro" que conta exatamente a história de sua vida como morador de rua.

O documentário será exibido no mês de outubro no auditório da universidade que fica na Avenida Goiás, 3400 em São Caetano do Sul.


Fabrício Bomfim

Do outro lado da rua




Melina Cardoso

Fugir do óbvio explorado pela mídia. Esse é o objetivo de um grupo de seis estudantes do quarto ano de jornalismo da Universidade Imes em São Caetano do Sul, que apresentou na última terça-feria, 21, o projeto do trabalho de conclusão de curso (TCC). O vídeo-documentário, com título provisório "Minha rua, minha casa", apresenta a vida de moradores de rua contada por eles mesmos.
De acordo com uma das idealizadoras do projeto, Michele Ferreira, as pessoas que estão em situação de rua, não necessariamente ficam nela o dia todo. Alguns são marreteiros, engraxates e catadores de papel.
Durante a pesquisa do grupo, algumas descobertas, como a existências de hierarquia na rua e até um Movimento Nacional surpreendeu as alunas.

O grupo também descobriu uma feira onde os moradores realizam a trocar dos seus bens. "Na rua, a moeda ´Real` não é utilizada. A troca tem mais valor" afirma Juliana Couto.
Um dos depoentes do vídeo-documentário, Sebastião Nicomedes de Oliveira, de 38 anos, relata que era microempresário e após um acidente de trabalho, acabou na rua. Histórias como a dele não exceções segundo a estudante Juliana Couto. " O mais interessante é que ali na rua , ele conseguiu se reerguer e hoje escreve para uma revista de grande circulação e tem peças e livros de poesia em seu nome" afirma Juliana.

Vidas ao relento






por Tiago Dias
Mendigos, moradores de rua e pessoas em situação de rua (que não possuem renda e moradia fixas).
São esses os personagens principais do documentário Minha Rua, Minha Casa, que tem estréia prevista em outubro, durante a apresentação dos trabalhos de conclusão de curso do IMES - Universidade Municipal de São Caetano.

Com cerca de 12 mil pessoas vivendo nessa situação, as 6 alunas produziram o documentário focando somente os homens, já que as mulheres são minoria nas ruas.

Segundo elas, as que vivem nessa situação, acabam tendo problemas para enfrentar a dura realidade, muitas delas têm até problemas mentais.
A dura realidade mostra desde pessoas vivendo nessas condições involuntariamente até à pessoa que não trocaria a liberdade que tem nas ruas por nada.

Destaca-se a história de Sebastião, conhecido entre os moradores de rua como Tião, que foi viver nesta situação após um sofrer um acidente. Depois de sair do hospital, Tião descobriu que os sócios lhe haviam roubado tudo que tinha. Sem seus bens, dinheiro e amigos. Sobrou-lhe a rua.

Juliana Santos comenta que a experiência do outro lado da câmera foi forte. "O Tião mesmo é uma pessoa que vamos conversar muito depois da finalização do vídeo. Toda esses contatos nos fez ver além do nosso preconceito, são pessoas inteligente, com experiências de vida e histórias para contar", conta.

O vídeo acompanha o dia-a-dia dessas pessoas embaixo de viadutos, nas calçadas ou em albergues, mostrando detalhes como a organização dos moradores e as histórias mais marcantes de quem vive diariamente nesse submundo.

Moradores de rua “ganham voz”



Você já reparou que é muito difícil ver ou ouvir a opinião de algum morador de rua, em qualquer tipo de mídia? Aliás, o nome “moradores de rua” não é o certo. Estas pessoas são tratadas como “moradores em situação de rua” (cidadão que não tem casa fixa). É isso e muito mais que um grupo do 4º ano de Jornalismo da Universidade IMES irá tratar em seu Trabalho de Conclusão de Curso.

Um grupo de seis meninas resolveu abordar o assunto “moradores em situação de rua”, que será mostrado através de um vídeo-documentário, apontando todas as coisas boas e ruins que estas pessoas, também chamadas por muito de “mendigos”, passam em suas vidas. O pré-lançamento do projeto foi apresentado na última terça-feira, dia 21 de agosto.


E não pense que você verá apenas situações óbvias. O grupo, por exemplo, descobriu que existe uma espécie de “feira de trocas” que os moradores realizam para, como o próprio nome diz, trocar seus bens. Tudo tem seu preço e a moeda nacional, o Real, não é utilizada neste local.

Os estudantes têm como objetivo apurar os reais motivos que levaram estas pessoas (trataram apenas dos homens) a optar por viver deste modo. “E isso é uma opção?”, você deve se perguntar. Pois bem, saiba que muitos destes moradores de rua têm famílias e, por algum tipo de problema, ou mesmo uma opção, preferiu morar nas ruas.

A

base da pesquisa dos alunos foi Sebastião Nicomedes de Oliveira, de 38 anos, que também aparece como um dos principais personagens do documentário. De acordo com a apresentação do grupo, “Tião”, como é conhecido, conta seus momentos de moradia nas ruas.

Se você imagina que o número de moradores de rua em São Paulo não é tão grande assim para ser tratado em um TCC, está errado. De acordo com a última pesquisa do FIPE (Federação Instituto de Pesquisa Econômica), existem, no Estado, 10.399 pessoas nesta situação, passando as noites em albergues ou na rua. Deste número, aproximadamente 85% são homens, com 13% de mulheres e 2% sem identificação.

Rafael Munhoz Mestrello

Pelas ruas de São Paulo





Por Cristina Abel

As alunas do último ano de jornalismo da Universidade IMES apresentaram, na última terça-feira, uma prévia do que será seu trabalho de conclusão de curso. O tema do projeto é os moradores das ruas de São Paulo e será produzido um vídeo-documentário para contar essas histórias.

O grupo fez várias entrevistas com os moradores, com associações, jornalistas e assistentes sociais. Um dos moradores que mais se destaca no filme é Sebastião Nicomedes, mais conhecido como Tião. Ele tinha sua própria empresa de Comunicação Visual, mas depois de sofrer um acidente e ser internalizado, perdeu tudo. “Quando voltei à oficina, após um tempo hospitalizado, não existia mais nada. Tudo sumiu: os equipamentos, tintas, faixas, meu local de dormir e até meus antigos sócios”, relata Tião.

Com este trabalho as estudantes pretendem explicar a diferença entre moradores de rua e população em situação de rua. Este último é o verdadeiro foco do vídeo. “A situação de rua é aquela pessoa que não tem nem moradia nem renda fixas, mas está em processo de inclusão social”, afirma Alessandra Furtado, uma das alunas produtoras do filme.

O vídeo-documentário “Minha rua, minha casa” terá estréia oficial em outubro na própria universidade.

Onde está o cidadão?


Moradores de ruas enfrentam tudo sozinhos

Na cidade, segunda maior metrópole do mundo, segunda maior circulação de helicópteros, apenas perde para Nova York, a capital Paulista, campeã também em exôdo rural, apresenta falta de moradia e uma questão maior da sociedade a exclusão social e falta de oportunidades para pessoas em situação de rua medrosamente chamadas "moradores de ruas", mendigos e os derivados de uma sociedade que permite trabalho de canavieiros, ganhando seu "pão de cada dia" em troca de uma mão de obra, que em dez anos, os incapacitam, e, em troco disso cortam "12" toneladas por "peão" ao dia!

O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), do grupo que se formará ao final deste ano (2007), apresenta o seu Vídeo documentário "Minha rua, minha casa", que é baseado na estória de pessoas que perderam tudo e foram parar nas ruas.

Exemplo de um dos 12 mil casos de São Paulo e que (de acordo com o Mapa apresentado às alunas integrantes do grupo, na Prefeitura de São Paulo, calculado no ano de 2003), ou seja, algo que quase ao final do ano de 2007 não está atualizado. Será que não há interesse do cidadão que paga os impostos, e tem a oportunidade de ter o quentinho do seu lar, se preocupar com quantas pessoas exitem nas ruas dessa Metrópole, que infelizmente tem seu capital concentrado em uma pequena parcela da população, pode virar o caos?! (Buuú) Depois, porque sou assaltado, quanta violência, e o meu papel, qual é?

“Lembre-se de que o suicídio é um fator social, ou seja, causado pela sociedade” de acordo com um dos grandes sociólogos da humanidade, Émile Durkheim.

Por que o IBGE (Instituto Brasileiro de Geográfia e Estatisticas), e a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), e os Sindicatos, como exemplo, a CUT (Central Única dos Trabalhadores), junto com o Governo Federal, e com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio Econômicos) não fazem esse levantamento, para apresentar à sociedade? É esse o limite da margem imaginária, dessas pessoas que vivem em situação de rua e não são nem contabilizadas.

A rua é meu lar















Algum desavisado que passar pela Avenida Paulista em direção à Doutor Arnaldo pode estranhar a cena: ali, na passagem subterrânea que liga as avenidas há uma rampa de concreto, áspera e chapiscada.

Se trata da rampa anti-mendigo, instalada no começo da gestão de José Serra na capital, e que se espalhou por outros pontos da cidade, causando muita polêmica.

A ação é uma amostra de como sucessivas gestões pensam em maneiras de lidar com os moradores de ruas. Mas afinal, quem são essas pessoas, que andam pela região metropolitana, sem destino?

Um documentário produzido por alunas do IMES (Universidade Municipal de São Caetano do Sul) promete responder a questão. “Minha rua, minha casa” teve sua pré-estréia na última terça-feira no campus I da faculdade.

A pesquisa do TCC teve início com os depoimentos de Sebastião Nicomedes de Oliveira, de 38 anos. Após um acidente de trabalho, Tião – como é conhecido nas ruas -, mudou de vida. Enquanto se recuperava no hospital, os sócios da empresa de Comunicação Visual em que tinha participação foi vendida. “Eu estava instalando uma placa e teve um momento que eu não sei o que aconteceu, me deu um estalo rápido e eu caí. Atravessei o toldo e ele caiu em cima de mim. Quando cheguei na oficina, após um tempo hospitalizado, não existia mais nada, tudo sumiu: os equipamentos, tintas, faixas, meu local de dormir e até meus amigos sócios”, relata.

O grupo de estudantes conheceu Tião durante a peça “Diário dum carroceiro”, escrita e interpretada por ele, e que conta sua própria vida.

As alunas prometem contar histórias reais de pessoas que já moraram nas ruas, com depoimentos marcantes.

O vídeo documentário será exibido no final de outubro na Universidade Municipal de São Caetano do Sul.




Tiago Oliveira

Teto sem estrelas


"Parecia brincadeira quando vimos aquele morador de rua tomar banho na fonte da Praça da Sé, ele parecia estar no chuveiro da casa dele”, lembra Michelle de Jesus Ferreira, integrante do grupo que apresentou o ensaio do trabalho de conclusão do curso de jornalismo.
Um dia eles fizeram parte da sociedade, por diversos motivos como: desemprego, drogas, brigas familiares e até por opção própria, essas pessoas ingressaram para ruas, praças públicas e viadutos da cidade de São Paulo.
Os indivíduos em situação de rua, também como a gente, tem uma rotina. Sebastião Nicomedes de Oliveira, conhecido nas ruas como “Tião,” é a personagem central do trabalho de vídeo documentário. Nicomedes conta que foi parar nas ruas por perder sua empresa de comunicação visual.
Pessoas comuns que passam pelas ruas da cidade nem desconfiam o porquê daquela situação, apenas atravessam para o outro lado da calçada e fingem não vê-los, como se fossem invisíveis.
“O senso critico desses cidadãos é bem apurado, dão muito valor e importância para questão social, são homens cheios de lição de vida para passar”, abre Juliana Couto Borges, outra integrante do grupo do trabalho em vídeo.
Sabe quanto vale uma moeda social? Esse é o dinheiro que os moradores de rua usam para conseguir objetos na feira de troca. É possível trocar tudo: produtos de limpeza, sapatos, cabides, roupas, latas de alimentos, etc.
Hoje existem Ongs e cooperativas que ajudam esses homens a voltarem para sociedade, pois segundo Juliana Couto Borges, “Não basta alimentá-los com um prato de comida, por que no dia seguinte eles terão fome novamente, o importante é dar ferramentas para que essas pessoas saiam dessa situação”.
Essa apresentação fez parte do dossiê de coletivas de imprensa do 4º ano de jornalismo, sobre TCCs. E ocorreu na última terça-feira, dia 21 de agosto.

A rua é meu lar

Algum desavisado que passar pela Avenida Paulista em direção à Doutor Arnaldo pode estranhar a cena: ali, na passagem subterrânea que liga as avenidas há uma rampa de concreto, áspero e chapiscado.

Se trata da rampa anti-mendigo, instalada no começo da gestão de José Serra na capital, e que se espalhou por outros pontos da cidade, causando muita polêmica.

A ação é uma amostra de como sucessivas gestões pensam em maneiras de lidar com os moradores de ruas. Mas afinal, quem são essas pessoas, que andam pela região metropolitana, sem destino?

Um documentário produzido por alunas do IMES (Universidade Municipal de São Caetano do Sul) promete responder a questão. “Minha rua, minha casa” teve sua pré-estréia na última terça-feira no campus I da faculdade.

A pesquisa do TCC teve início com os depoimentos de Sebastião Nicomedes de Oliveira, de 38 anos. Após um acidente de trabalho, Tião – como é conhecido nas ruas -, mudou de vida. Enquanto se recuperava no hospital, os sócios da empresa de Comunicação Visual em que tinha participação foi vendida. “Eu estava instalando uma placa e teve um momento que eu não sei o que aconteceu, me deu um estalo rápido e eu caí. Atravessei o toldo e ele caiu em cima de mim. Quando cheguei na oficina, após um tempo hospitalizado, não existia mais nada, tudo sumiu: os equipamentos, tintas, faixas, meu local de dormir e até meus amigos sócios”, relata.

O grupo de estudantes conheceu Tião durante a peça “Diário dum carroceiro”, escrita e interpretada por ele, e que conta sua própria vida.

As alunas prometem contar histórias reais de pessoas que já moraram nas ruas, com depoimentos marcantes.

O vídeo documentário será exibido no final de outubro na Universidade Municipal de São Caetano do Sul.

Tiago Oliveira

Na rua, na chuva...


Por Danilo Gonçalves

Já dizia a música “(...)menino de rua eu te conheço”. Mas, será que conhecemos mesmo a história de quem não tem um lar? Ou melhor, tem, a rua. Foi pensando nisto que seis meninas, estudantes do quarto de ano de jornalismo da Universidade Imes, em São Caetano, idealizaram um documentário de televisão, para mostrar o quanto moradores de rua da grande metrópole São Paulo, vulgarmente conhecidos como mendigos, sofrem.

O documentário Minha Rua, Minha Casa teve seu pré-lançamento na última terça-feira (21). Durante apresentação, as idealizadoras do projeto falaram sobre a situação de moradores de rua em São Paulo e quais as possíveis alternativas reais a este povo excluído.

Dados da última pesquisa realizada pela FIPE (Federação Instituto de Pesquisa Econômica), em 2003, mostram que são cerca de 10,4 mil os moradores de em São Paulo. Minha Rua, Minha Casa vai relatar a história de alguns homens, que representam quase 85% desse número. Discriminados ou não, muitos quase indigentes, são pessoas qualificadas, com faculdade e muito mais.

O protagonista de Minha Rua, Minha Casa é Tião, que um dia já teve nome e sobrenome – Sebastião Nicomedes de Oliveira, de 38 anos. Desde 2003, seu Tião vive em situação de rua. Não, ele não é considerado um mendigo, mas sim em situação de rua, já que vive passa as noites em albergues e casas assistenciais.

Depois de ter sua vida mudada, a princípio por um acidente de trabalho, Tião não encontrou mais sua oficina, seus equipamentos e muito menos seus amigos. Sem opções e perspectivas de vida, foi “viver” na rua.

Solitários, os moradores de rua terão vez no documentário Minha Rua, Minha Casa que será lançado na semana de 16 a 22 de outubro, também na Universidade Imes.

Sobrevivência nas ruas


Por Karin Dalle

Na ultima terça feira (21), tivemos a oportunidade de conferir a pré-estréia do vídeo-documentário "Minha Rua, Minha Casa". Moradores em situação de rua e suas alternativas para sobreviverem na cidade de São Paulo é o tema do trabalho de conclusão de curso das alunas Michelle Ferreira, Juliana Vieira, Alessandra Furtado, Daniele Garbin, Juliana Borges e Aline Dias, da Universidade IMES. No roteiro, estão presentes histórias reais de pessoas que já moraram nas ruas e que não agüentam mais serem tratados como bichos, nem com tamanha discriminação.
"Eu estava instalando uma placa e teve um momento que eu não sei o que aconteceu, me deu um estalo rápido e eu cai. Atravessei o toldo e ele caiu, em cima de mim. Quando cheguei na oficina, após um tempo hospitalizando, não existia mais nada, tudo sumiu, os equipamentos, tintas, faixas, meu local de dormir e até meus antigos sócios", relata Sebastião Nicomedes, que antes de se encontrar em situação de rua, trabalhava em sua própria empresa de comunicação visual.
A apresentação na íntegra do vídeo-documentário "Minha Rua, Minha Casa" está prevista para a segunda quinzena de Outubro, onde todos os alunos do quarto ano de jornalismo da Universidade IMES apresentarão seus respectivos trabalhos de conclusão de curso.

Moradores de Rua é tema de TCC no IMES


Por Carla Quintino


Um vídeo documentário foi apresentado na noite de 21 de Agosto aos alunos do quarto ano de jornalismo do IMES. Este vídeo mostra depoimentos de pessoas em situação de rua, as histórias de suas vidas e a rotina de quem não tem para onde ir. O grupo formado pelas alunas Juliana Borges, Daniele Garbin, Alessandra Furtado, Aline Dias, Juliana Vieira e Michele de Jesus expôs trechos das entrevistas do documentário como um ensaio para a noite da banca de avaliadores.

Sebastião Nicomedes, 38 anos, é o primeiro a contar a história de sua vida para as alunas. Antes de se encontrar em situação de rua, trabalhava em sua própria empresa de comunicação visual. Após sofrer um acidente de trabalho, e de ficar um tempo hospitalizado, retornou à sua empresa e nada encontrou lá. Assim foi obrigado a viver em situação de rua.

O grupo de alunas justifica a escolha do tema como uma curiosidade para apurar os reais motivos que levam pessoas a optar por viver desse modo. “Para quem não tem nenhum bem material, a luta pela vida fica mais importante do que para nós. As histórias deles têm muito a acrescentar” afirma Juliana.

A assistente social Adelice Cummin é coordenadora do Hotel Social São Francisco e lá desenvolve um trabalho de assistência aos moradores de rua encaminhando-os ao mercado de trabalho e inclusão na sociedade.
O vídeo, intitulado “Minha rua, minha casa” tem apresentação prevista para a segunda quinzena de outubro, no auditório Hélcio Quaglia, prédio B da Universidade.

Dignidade roubada


Por Aline Bosio
Ninguém. É assim que eles são tratados, como se não fossem ninguém. Na maioria das vezes são ignorados e desprezados pela maioria das pessoas que fazem questão de não percebe-los em meio a correria da metrópole.
Esta é a situação de 12 mil pessoas que vivem em São Paulo em situação de rua. Muitos são pais, marceneiros, pedreiros, eletricistas e até engenheiros que, por uma briga com a família ou apenas por falta de oportunidade, têm os bancos das praças como cama, os chafarizes como chuveiro e as marquises como teto.
Há ainda aqueles que já passaram por tudo e isso e conseguiram reencontrar o caminho da dignidade. Este é o caso de Sebastião Nicomedes de Oliveira, de 38 anos, personagem principal do vídeo-documentário “Minha Rua, Minha Casa”, que teve sua pré-estréia realizada na última terça-feira (21), na Universidade Imes, em São Caetano.
Tião, como ficou conhecido quando estava na rua, era dono de uma empresa de comunicação visual e, depois de sofrer um acidente de trabalho e não ter dinheiro para pagar suas contas, optou por morar nas ruas e em albergues.
Produzido por Michelle Ferreira, Juliana Vieira, Alessandra Furtado, Daniele Garbin, Juliana Borges e Aline Dias, todas estudantes do último ano de Jornalismo, o Trabalho de Conclusão de Curso será apresentado entre os dias 16 e 22 de outubro na própria Universidade. A entrada é gratuita.
O Imes fica na avenida Goiás, 3.400.

“Se essa rua fosse minha”




Por Renata Sanches

Um grupo do quarto ano de jornalismo da Universidade Imes de São Caetano do Sul, estão produzindo um vídeo-documentário sobre moradores em situação de rua. Mostrando a discriminação e também que os moradores não agüentam mais serem tratados como bichos.
O documentário mostrará que os moradores que estão nas ruas possuem hierarquia, que eles possuem uma organização. A maioria das pessoas que vão para as ruas tem família, tem estudo, mas por algum problema social, como desemprego, desentendimento dentro de casa optam por irem morar na rua.
O grupo contou com a participação de um ex-morador de rua, Sebastião Nicomedes de Oliveira, de 38 anos, mais conhecido nas ruas de São Paulo como “Tião”. “Tião” será o principal personagem do documentário, pois foi por ele que o grupo aprendeu e colheu bastantes fatos para a realização do trabalho. A sua história é muito interessante, “Tião” foi para as ruas depois de um acidente que sofreu e seus sócios durante o período em que estavam no hospital, venderam o negócio que tinham juntos e “Tião” ficou sem nada, restando apenas ir dormir nas calçadas.
O nome do documentário será: Minha rua, minha casa. Tendo sua pré-estréia dia 21 de agosto, às nove horas da noite, no auditório Hélcio Quaglia, no prédio B. lembrando a entrada é franca.

Discriminação contra moradores de rua é tema de TCC em Universidade no ABC




Por Renata Cattaruzzi




Vídeo - documentário é a mídia escolhida por seis estudantes do 4º ano de jornalismo da Universidade Municipal de São Caetano do Sul – Imes, para conclusão do curso, que se encerra no fim deste ano. As alunas Alessandra de Mauro, Aline Dias, Daniele Garbin, Juliana Couto, Juliana Vieira, Michele de Jesus, apresentaram na última terça-feira (21/8), uma prévia do vídeo “Minha Rua, Minha Casa”, que tratará dos moradores em situação de rua que vivem na discriminação.

No enredo há histórias reais de alguns moradores, entre eles, e o principal personagem do vídeo, Sebastião Nicomedes, de 38, que após ter sofrido um acidente em sua própria empresa, foi passado para trás por seus sócios e optou em morar na rua. Hoje, Nicomedes já saiu de lá e até escreveu a peça “Diário Dum Carroceiro”.

A assistente social Adelice Neves Cunmim coordena o Hotel Social São Francisco, onde é desenvolvido um trabalho com moradores de rua desde o acolhimento até o encaminhamento para o mercado de trabalho. Aproveitando esse gancho, durante a coletiva de imprensa as alunas foram questionadas sobre os diversos albergues que existem em São Paulo, e afirmaram, enfaticamente, que essas pessoas não gostam de albergues por conta dos horários estipulados, que tem de ser cumpridos. “Eles gostam de ser livres, na rua eles tem mais liberdade, por isso a dificuldade do encaminhamento para este tipo de lugar”, explica Juliana Borges.

“Eu moro mesmo no meio da rua!”


Por Silvia Dalpicolo

Será possível alguém morar na rua por vontade própria? Além de a resposta ser afirmativa é também mais comum do que se imagina. Este é o tema do trabalho de conclusão de curso, cuja prévia foi exibida em coletiva de imprensa nesta terça-feira, 21 de agosto, na Universidade Municipal de São Caetano do Sul.

O vídeo-documentário “Minha Rua, Minha Casa” conta com diversos relatos de vida de quem vive nas ruas por opção própria, entre eles o de Sebastião Nicomedes de Oliveira, 38 anos, personagem principal da produção. Tião, como é conhecido nas ruas, era dono de uma empresa de comunicação visual e após sofrer um acidente de trabalho, sua vida se complicou, assim como sua situação financeira. Foi aí que ele optou por morar nas ruas, albergues e pensionatos.

Uma curiosidade é que a quantidade de mulheres que vivem nas ruas é bem inferior a de homens, e a aluna Juliana Borges, uma das responsáveis pelo documentário explica: “As mulheres que vivem nas ruas não resistem ao transtorno mental, pois se elas não se prostituem acabam sendo estupradas, e então, são internadas em hospitais psiquiátricos”.

O grupo, formado pelas alunas Michelle Ferreira, Juliana Vieira, Alessandra Furtado, Daniele Garbin, Juliana Borges e Aline Dias diz que aprendeu muito com os personagens durante as filmagens do vídeo.

“As questões sociais para eles são mais importantes do que para nós, eles lutam mais pela vida. As histórias deles têm muito a acrescentar”, finaliza Juliana.
A produção será exibida na íntegra em outubro, no Anfiteatro da Universidade IMES, com entrada gratuita para o público.

Faça chuva ou faça sol

Essa é a triste vida de pessoas que infelizmente moram nas ruas. Faça chuva ou sol, essa parcela de nossa sociedade está exposta não só a falta de moradia, mas também à discriminação da sociedade em geral.Quem nunca agiu com certa indiferença ao ver um mendigo parado num farol pedir dinheiro em vidros de carro? Acho que quase todos nós, e eu também me incluo nisso! Mas o que muitos de nós sequer sabemos, ou melhor, nem fazemos questão de saber, é como estes seres humanos foram parar em situação tão degradante.

É com este intuito que as alunas da 4º ano de jornalismo da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (IMES), resolveram fazer o documentário “Minha rua, minha casa”. Querem que as pessoas reflitam sobre o que é na realidade ser um morador e suas dificuldades.
Sebastião Nicomedes, o Tião, é um dos personagens da história. Ele perdeu tudo o que tinha e foi obrigado a viver na rua.
A prévia do vídeo aconteceu na última terça feira, 21 de agosto de 07 às 21 horas no auditório Hélcio Quaglia, no prédio B do Imes.

Marcos Felix

Moeda social nas ruas de São Paulo


Os moradores de rua que vivem em São Paulo são o tema do vídeo documentário “Minha Rua, Minha Casa” que mostra a situação das pessoas que moram nas ruas da cidade. A discriminação , o preconceito e as histórias destas figuras que perambulam por toda capital são mostradas pelas lentes de um grupo só de meninas que foram atrás dos personagens no centro da cidade e em baixo dos grandes viadutos.

O medo de aparecer na TV e serem reconhecidos por familiares que moram longe,pois muitos são imigrantes das regiões nordeste, era muito comum segundo Juliana Couto uma das autoras do vídeo. A quantidade de moradores e falta evidente de condições financeiras levaram até certa organização onde os “mendigos” criaram sua própria moeda chamada de moeda social, onde se trocam sapatos velhos e roupas usadas por utensílios dos mais variados todos muitas vezes encontrados no lixo.

A apresentação do documentário completo será no próximo dia 21 de agosto, às 21 horas no auditório do prédio B da Universidade IMES de São Caetano do Sul.


Felipe Mesquita

Situação de Bicho

A triste realidade dos moradores de rua


O vídeo-documentário “Minha Rua, Minha Casa”, das alunas do 4º ano de jornalismo da Universidade IMES, relata a condição desumana dos moradores das ruas de São Paulo. O documentário enfatiza a indignação dessas pessoas em situação de rua a serem comparadas a bichos, mostrando a triste realidade que as mesmas se encontram ou que se encontraram um dia, como é o caso do ex-morador de rua, Sebastião Nicomedes.

O documentário será apresentado no dia 21 de agosto, às 21h00, no auditório Hélcio Quaglia, prédio B, na Universidade IMES – entrada franca.

Priscila Aguiar

Alternativa ou Opção?

Moradores em situação de rua é tema de trabalho de Conclusão de Curso em Universidade no ABC Paulista
Um grupo de 7 alunas do 4º ano de jornalismo da Universidade IMES em São Caetano do Sul, apresentou na última terça-feira, 21 de agosto a partir das 19:30 h, uma prévia do documentário Minha Rua Minha Vida. O vídeo terá como pauta moradores em situação de rua e vai contar a trajetória de alguns deles: como vivem diante de situações precárias, quais alternativas que buscam para fugir das discriminações e das privações encontradas, etc.
Juliana Borges, uma das diretoras do curta, diz ainda que o vídeo irá desmistificar a idéia que as pessoas tem dessas pessoas, pois todos usam o termo morador de rua, e o correto é moradores em situação de rua, já que eles não necessariamente moram nas ruas,essas pessoas não tem moradia e nem renda fixa, mas dormem em pensões ou albergues as vezes.
O grande diferencial é que as estudantes irão apresentar o Hotel Social. Um local que abriga hoje 108 homens e têm a finalidade de tirar as pessoas das ruas e abrigá-los por um período de até 6 meses até que eles consigam voltar ao convívio social, seja através de um emprego ou retorno às famílias e se no prazo máximo de permanência isso não for possível, eles retornam aos albergues.
Outro ponto abordado é o fato de que hoje quase não existe mulheres em situação de rua.
O vídeo-documentário Minha Casa Minha Rua que irá contar essas histórias e outras mais, você irá acompanhar na íntegra no mês de Outubro, por enquanto sem data definida.
Kelly Cristina Lira

Minha Rua, Minha Casa

Por: Noemi Rocha

As alunas Alessandra de Mauro, Aline Dias, Daniele Gardin, Juliana Couto, Juliana Vieira, Michele de Jesus e Thalita Cardoso apresentaram na ultima terça-feira (21/08) um vídeo-documentário sobre a população em situação de rua e a suas alternativas na cidade de São Paulo.

Durante a apresentação do documentário, Juliana explicou a diferença entre as pessoas que moram na rua e pessoas que estão em situação de rua “pessoas em situação de rua não necessariamente mora nas ruas, essas pessoas não tem moradia e nem renda fixa, mas dormem em pensões ou albergues”.

O principal personagem do documentário é o ex-morador de rua Sebastião Nicomedes de Oliveira, ele relata sua história desde sua vida nas ruas e como esta vivendo atualmente.

A metodologia usada pelo grupo foram os relatos das pessoas em situação de rua, vários documentários de Eduardo Coutinho e a CAAC (Centro de Artes Alternativas e Cidadania).

Segundo Michele, a maior dificuldade em realizar o documentário, foi o fato de vários moradores de rua não querer gravar entrevista pois muitos não querem ser reconhecidos pelas famílias.

Existe vida nas ruas

Por: Eduardo V. Chaves


A vida dos moradores em situação de rua da cidade de São Paulo é tema do trabalho de conclusão de curso de seis alunas do último ano do curso de jornalismo da Universidade IMES em São Caetano do Sul.


O documentário teve sua pré-estreia na última terça feira dia 21 de agosto às 20h no campus 1 da Universidade, onde também ficam as instalações do curso de comunicação e atraiu os olhos dos convidados presentes por retratar o dia a dia dos moradores em situação de rua de forma bastante peculiar.


O grupo resolveu adotar uma abordagem para o documentário onde o fio que tece a narrativa são as próprias histórias dos moradores em situação de rua “este termo é diferente de moradores de rua, pois existe toda uma questão social que envolve o tema”, explica a aluna Juliana Couto Borges.


O trabalho ganha uma dimensão maior que os temas regionais discutidos frequentemente pela instituição que possui até um centro de estudos de regionalidade.


“Estamos contando a história de pessoas que realmente enfrentam dificuldades no seu dia-a-dia, quando pensamos sobre o tema fomos ao foco, ao centro da cidade de São Paulo que é onde tudo acontece”, afirma uma das integrantes do grupo Michele de Jesus Ferreira.


A aluna conta também que o grupo passou por momentos de medo e tensão ao registrar imagens dos moradores na Catedral da Sé: “Pensamos que não iríamos conseguir captar as imagens, mas o segredo é não fazer alarde e agir naturalmente”.


O documentário conta a história de diferentes personagens, um deles é do Sr. Sebastião Nicomedes de 38 anos, natural de Assis que narra como foi parar nas ruas: “Eu estava instalando uma placa e teve um momento que eu não sei o que aconteceu, me deu um estalo rápido e eu caí. Atravessei o toldo e ele caiu em cima de mim. Quando cheguei na oficina, após um tempo hospitalizado, não existia mais nada, tudo sumiu os equipamentos, tintas, faixas, meu local de dormir e até meus antigos sócios”.


Esta e muitas outras narrativas estão no documentário Minha Rua, Minha Casa com data de estréia para a segunda semana de outubro deste ano.

RUA: OPÇÃO OU SOLUÇÃO?

A rua, às vezes, se torna um meio para pessoas que não possuem sustentabilidade.

Atualmente, moram nas ruas de São Paulo cerca de 10.700 pessoas, e com base nesse tema, alunas do 4º ano de Jornalismo da Universidade Imes em São Caetano do Sul, desenvolveram um projeto de Trabalho de Conclusão de Curso visando à discriminação e preconceito que os moradores em situação de rua – que não possuem renda fixa, moradia própria ou alimentação garantida - vivem hoje no Estado.

O projeto em formato de documentário, tem como personagem principal Sebastião Nicomedes de Oliveira, de 38 anos. Hoje em situação de rua, Tião como é conhecido, possuía uma empresa de Comunicação Visual e após sofrer um acidente e ficar um tempo hospitalizado, ao voltar, não encontrou mais nada do que tinha e nenhum de seus sócios estava mais lá. Entre outros personagens que dão vida através de depoimentos, ao tema escolhido pelo grupo, como é o caso de Pernambuco, como é chamado, morador de rua que vive no bairro Belém após ter vindo para São Paulo “Tentar a vida” como ele mesmo fala.



“Os moradores de rua tem uma noção de vida, experiências e senso crítico, lutam por causas sociais, mais que pessoas como nós”, afirma a representante do grupo Juliana Couto.

O vídeo-documentário aborda ainda o fato dos moradores de rua
seguirem uma hierarquia e possuírem uma organização, como, por exemplo, o GAAC, que é uma ONG voltada para a inclusão social e fornece ferramentas que os moradores em situação de rua, possam trabalhar.

O documentário “Minha rua, minha casa” foi apresentado aos alunos do 4º ano da Universidade, seguido de uma coletiva de imprensa. No mês de Outubro será vinculado no auditório do Campus I do IMES, localizado na Avenida Goiás nº 3.400, para a avaliação dos professores e aberto ao público.


por: Marcus Oliveira

Moradores de rua: Bichos ou seres humanos?



Com o objetivo de responder esta questão e contextualizar a população em situação de rua, alunos da Universidade Imes, em São Caetano, apresentaram na última terça feira ( 21), a pré estréa do documentário " Minha rua, Minha casa".


No enredo estão presentes histórias de pessoas que moraram nas ruas. Com relatos marcantes e surpreendentes, as personagens fazem uma descrição verídica do cotidiano onde o teto é o próprio céu.


Sebastião Nicomedes de Olveira, 38 anos é protagonista da história mais comovente. Tião, como é conhecido, trabalhava na própria empresa de comunicação visual, mas depois de sofrer um acidente de trabalho, tudo mudou.


Para saber o fim dessa história e outros relatos marcantes, assista a apresentação completa do videodocumentário" Minha rua, Minha casa" na segunda quinzena de outubro, na Universidade Imes.

Leandro Amaral nº 45

OUTSIDER, ATÉ QUANDO?

Por Edson Fonseca

Qualquer que seja a causa do desabrigo, os comportamentos de orientação e adaptação dos

indivíduos mostram semelhanças que os distinguem de moradores de rua. Não sabem em

quem confiar, não sabem se sobreviverão, se isso é possível, estranham o mundo novo,

ficam amedrontados. A discriminação e o preconceito convivem com eles diariamente e é

ai que eles tem que buscar alternativas para viver na cidade.

Muitas pessoas se propõem a ajudar esses moradores de rua, é o caso de Aldenon Pereira da

Costa, 44 anos, jornalista e Presidente da Rede Rua de Comunicação, como explica

Michele “O Aldenon após participar em 1992 do Grupo de sopa da Sé resolveu entrar de

cabeça na ajuda aos moradores de rua”.

Adelice Cunmin, 34 anos, é Assistente Social e Coordenadora do Hotel Social São

Francisco “Ela mantém contato com a população de rua, desenvolve projetos e auxilia os

moradores no seu encaminhamento para o mercado de trabalho” diz Juliana. Essas

pessoas vão para a rua por vários motivos, abandono, desilusão, necessidade, por problemas

mentais e ai neste mundo estranho elas contam suas experiências e identidades passadas,

demonstrando um forte desejo de retornar ao mundo de onde vieram. É o caso de

Sebastião Nicomedes de Oliveira, 38 anos, conhecido como “Tião” que antes de virar

morador de rua era um empresário, em 2003, “Eu estava instalando uma placa e teve um

momentoque eu não sei o que aconteceu, me deu um estalo rápido e eu caí. Atravessei o

toldo e ele caiu em cima de mim. Quando cheguei na oficina, após um tempo

hospitalizado, não existia mais nada, tudo sumiu, os equipamentos, tintas, faixas, meu

local de dormir e até meus antigos sócios desapareceram”.É o típico caso de destino, não

que ele quisesse isso,mas infelizmente aconteceu esta situação, e ele teve que contorná-la

com muita dificuldade e perseverança. Hoje ele trabalha, mas ainda vive em condição de

rua, ou seja, ele passa de albergue por albergue, de pensionatos em pensionatos. Alguns não

querem ser entrevistados e muito menos filmados, por orgulho, de estar naquele estado e

não querer aparecer ou por algum problema (procurado pela polícia ou pela família). Existe

também o caso do Pernambuco que veio de Belém para se estabelecer na cidade grande, no

caso São Paulo e infelizmente acabou, devido à situação indo morar na rua, este, porém não

quis dar entrevista.

Neste meio, dos moradores de rua, existem muitos líderes de movimentos sociais e

comunitários, que trabalham por causas em prol de seu segmento, para que tenham

melhores condições de sobrevivência, sofram menos preconceitos e que possam conseguir

uma fonte de renda, seja ela convencional ou informal.