sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Teto sem estrelas


"Parecia brincadeira quando vimos aquele morador de rua tomar banho na fonte da Praça da Sé, ele parecia estar no chuveiro da casa dele”, lembra Michelle de Jesus Ferreira, integrante do grupo que apresentou o ensaio do trabalho de conclusão do curso de jornalismo.
Um dia eles fizeram parte da sociedade, por diversos motivos como: desemprego, drogas, brigas familiares e até por opção própria, essas pessoas ingressaram para ruas, praças públicas e viadutos da cidade de São Paulo.
Os indivíduos em situação de rua, também como a gente, tem uma rotina. Sebastião Nicomedes de Oliveira, conhecido nas ruas como “Tião,” é a personagem central do trabalho de vídeo documentário. Nicomedes conta que foi parar nas ruas por perder sua empresa de comunicação visual.
Pessoas comuns que passam pelas ruas da cidade nem desconfiam o porquê daquela situação, apenas atravessam para o outro lado da calçada e fingem não vê-los, como se fossem invisíveis.
“O senso critico desses cidadãos é bem apurado, dão muito valor e importância para questão social, são homens cheios de lição de vida para passar”, abre Juliana Couto Borges, outra integrante do grupo do trabalho em vídeo.
Sabe quanto vale uma moeda social? Esse é o dinheiro que os moradores de rua usam para conseguir objetos na feira de troca. É possível trocar tudo: produtos de limpeza, sapatos, cabides, roupas, latas de alimentos, etc.
Hoje existem Ongs e cooperativas que ajudam esses homens a voltarem para sociedade, pois segundo Juliana Couto Borges, “Não basta alimentá-los com um prato de comida, por que no dia seguinte eles terão fome novamente, o importante é dar ferramentas para que essas pessoas saiam dessa situação”.
Essa apresentação fez parte do dossiê de coletivas de imprensa do 4º ano de jornalismo, sobre TCCs. E ocorreu na última terça-feira, dia 21 de agosto.

Um comentário:

Prof. Arquimedes disse...

Muito bom texto. Acerto o uso do "por que" na matéria. O título não reflete o contrário?