quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Pessoas em situação de rua: A Vida como ela é, de fato!

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Contrariando o pensamento quase unânime da população quando o assunto é moradores de rua, o 2º Grupo a se apresentar na Coletiva de Imprensa sobre TCC, do 4º ano do IMES, abordou exatamente o outro lado de quem faz das ruas de São Paulo seu lar; o lado lúdico, artístico de quem opta por essa vida.

Na realidade, como define Juliana Borges, “essas pessoas não são moradores de rua. O termo correto a ser usado é pessoas em situação de rua”. Ou seja, elas não têm renda fixa, nem residência estabelecida, vivem tanto nas calçadas, quanto em albergues, não fazem 03 refeições diárias como as pessoas comuns, mas mesmo assim preferem as ruas a ficarem “presas” em albergues, ou em casa com famílias desestruturadas.

O vídeo documentário “Minha rua, meu lar”, faz parte do Trabalho de Conclusão de Curso das meninas do 4º ano de jornalismo, e está atualmente em fase de finalização do roteiro. Foram entrevistados para este vídeo diversas pessoas que se encontram nessa situação de rua atualmente, como é o caso do Sebastião Nicomedes, peça chave do trabalho, que, segundo o grupo, foi fundamental para conferir um norte ao documentário e orientá-las junto às demais fontes.

Tião, como é conhecido Nicomedes, entre outras coisas, conta que para quem sobrevive nas ruas de São Paulo, o mais importante é a liberdade de ir e vir. Na linguagem dessas pessoas, as pensões e albergues “fecham os portões” mantendo-os presos, sem privacidade.

O objetivo do TCC sobre Moradores de Rua é levar até o público a realidade de quem vive nesta situação, qual o perfil de quem vive na rua, quais suas expectativas de futuro, quais os motivos que os levaram até lá.

E o grupo garante que as pessoas irão se surpreender quando conhecer as histórias desses moradores. Alguns até com família constituída, outros com dons artísticos, mas que de modo algum colocam-se em posição de vítimas da sociedade. A situação de rua é, em sua maioria, uma opção, e não como muitos pensam, a falta dela.

Quando questionadas sobre a lição tirada deste trabalho, Michelle Ferreira é objetiva. “Tudo mudou. Impossível continuar com a mesma cabeça e não olhar essas pessoas de outra forma”, conclui.


Priscila Marques

Um comentário:

Prof. Arquimedes disse...

Muito bom, parabéns! O termo peça chave pede hífen.