terça-feira, 4 de setembro de 2007

A ESCOLHA É SUA

Grupo aborda a anencefalia como tema para trabalho

Ao receberem a notícia da gravidez, o jovem casal pula defelicidade no consultório médico. Alguns meses depois, descobrem que o filho tão aguardado é um anencéfalo, ou seja, possui um defeito na formação do feto que causa a ausência do cérebro. Um grande sentimento de tristeza envolve o casal, que ao mesmo tempo, está repleto de dúvidas a respeito do futuro do bebê.

Dentre 700 crianças que nascem hoje no Brasil, uma é personagem do caso citado acima. Qualquer mulher está sujeita a passar pelo caso e os fetos que possuem anencefalia não possuem expectativa de vida, podendo sobreviver poucos minutos após o parto, em casos raros, podem viver alguns meses ou até mesmo morrerem no próprio ventre da mãe. A única prevenção é a vitamina chamada “ácido fólico”, que pode diminuir em até 60% o risco do bebê desenvolver a doença.

Com o objetivo de abordar esse tema polêmico e pouco discutido no país, um grupo de alunos de Jornalismo da Universidade IMES de São Caetano do Sul, produziu o vídeo-documentário “E agora mãe – Anencefalia e o direito de escolha”. Os estudantes ouviram alguns país que sofreram com a perda dos filhos através da doença, como é o caso o casal Maria Inês e Valdir de Carvalho que, muito emocionados, comentam as duas gestações de fetos anencéfalos que nasceram e morreram logo depois do parto. O vídeo aborda também a questão da escolha dos pais perante o nascimento do filho.

Segundo Felipe Mesquita, membro do grupo, é fundamental trabalhar o lado psicológico dos pais: “A mãe que tem uma gestação assim, deve ter um acompanhamento de um especialista para cuidar do lado emocional e psicológico, pois é fundamental a preparação para uma pessoa que vive esse caso”.

O documentário é divido em três blocos e conta com a participação de oito especialistas, dentre eles, o geneticista Thomas Gollop, que foi o primeiro médico a obter uma autorização da justiça brasileira para realizar um aborto de um feto com anencefalia em 1992.

O vídeo-documentário foi apresentado para os alunos do 4º ano de Jornalismo da Universidade no último dia 28, e será exibido no mês de Outubro para a banca examinadora dos Trabalhos de Conclusão de Curso.

Marcus Oliveira