terça-feira, 11 de setembro de 2007

Histórias de Paranapiacaba


Por Sílvia Dalpicolo

Atualmente, Paranapiacaba é conhecida por muitos apenas por ser uma vila histórica e por promover, todos os anos no mês de julho, o Festival de Inverno. Mas esta história nem sempre foi assim. É isso que mostra o vídeo-documentário dos alunos de Jornalismo da Universidade IMES, “Estação Final: Paranapiacaba”, que teve prévia apresentada na última terça-feira, 3 de setembro.

A vila de Santo André surgiu para servir de residência aos funcionários da companhia de trens inglesa São Paulo Railway, que realizava o transporte de passageiros de Santos a São Paulo e Jundiaí, inicialmente, e logo depois, transportando café do interior paulista ao porto santista. Anos depois, a União tomou posse da ferrovia, que hoje é comandada pela REFSA (Rede Ferroviária Federal S.A.).

Para mostrar a importância da ferrovia em Paranapiacaba, a produção conta com depoimentos como dos ex-ferroviários Milton Miranda, que se orgulha de seus três filhos trabalharem na CPTM (Companhia Paulista de Transporte Metropolitano) e Benedito de Oliveira Souza, que lamenta os filhos não seguirem sua carreira.

O morador mais antigo da vila José Calazans, 83 anos, conhecido como “Rei do Loco-Breque” enriquece o vídeo com as histórias antigas da vila e conta como era a vida dos moradores na época em que Paranapiacaba era uma movimentada vila ferroviária.

O documentário, produzido por Diego Garutti, Renata Sanches, Fernando Pioli, Rafael Akiyama e Edson Fonseca, tem 25 minutos e é dividido em três blocos que fazem um panorama do antes e depois da região.

“É uma grande oportunidade de conhecer a história desta vila e sua atual situação. Acima de tudo, é preciso observar o estado precário de nossa ferrovia”, afirma Garutti.

A produção “Estação Final: Paranapiacaba” será exibida na integra em outubro, no Anfiteatro da Universidade.