quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Ontem reconhecida, hoje esquecida

Paranapiacaba é tema de vídeo-documentário de estudantes de jornalismo
Por que será que, com o passar dos anos, as pessoas esquecem de coisas importantes que aconteceu na vida, como pessoas que conheceram, lugares que visitaram, o local onde nasceu e até mesmo o motivo pelo qual surgiu uma vila.

Foi exatamente isso que aconteceu com a Vila de Paranapiacaba, que surgiu com a ferrovia e que hoje está abandonada e esquecida por muitos.

A vila pertence ao município de Santo André e é um dos pontos turísticos do Grande ABC. Ela foi construída de acordo com a arquitetura inglesa e portuguesa.

Para mostrar a vila de Paranapiacaba de antigamente e a vila de hoje, o grupo de estudantes de jornalismo formado por Renata Sanches, Diego Fuzo, Fernando Pioli, Rafael Akiyama e Edson Fonseca, criaram um vídeo-documentário chamado “Estação Final: Paranapiacaba”.

O documentário tem 25 minutos de duração e é dividido em três blocos: o primeiro vai abordar a história da vila, o segundo a decadência e o terceiro vai mostrar o turismo da vila nos dias de hoje.

Antigamente, a vila era grande, tinha muitos moradores e a ferrovia era o principal meio de sobrevivência. A estudante Renata Sanches confirma: “A vila nasceu a partir da ferrovia”. Hoje, a ferrovia não existe mais e os poucos trens que funcionavam ou serviam para exposição estão em más condições.

Durante a coletiva de imprensa que aconteceu na própria universidade, o grupo disse que os poucos moradores de Paranapiacaba estão divididos em relação ao turismo que acontece na região. Os moradores mais antigos querem que a ferrovia volte a funcionar e não que o forte seja o turismo.

Quando questionados sobre as dificuldades em realizar o trabalho, o grupo respondeu que a neblina muitas vezes os impediu de fazer entrevistas em locais abertos. Mas imagens de época, material de jornais, atravessar as pontes e encontrar moradores que aceitassem gravar entrevistas também foi uma das problemáticas enfrentadas.

A apresentação final do vídeo-documentário vai acontecer no mês de outubro na Universidade IMES.
Luana Teodoro