sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Tabelinha entrosada marca presença na USCS


Por Felipe de Paula


Foi falando sobre práticas do jornalismo, recheados com muitas histórias do mundo futebolístico, que o jornalista multimídia Paulo Vinicius Coelho, o PVC, e o repórter do diário de esportes Lance!, Alexandre Lozetti, estiveram na Universidade de São Caetano do Sul – USCS na noite da última terça-feira, 26 de agosto. O evento, organizado pelo professor de Jornalismo da instituição, Arquimedes Pessoni, teve como foco central a discussão sobre a assessoria de comunicação no segmento esportivo.

PVC, figura conhecida do público pelos seus comentários na tela da ESPN Brasil, iniciou destacando que a assessoria de imprensa no futebol é recente. Ele comentou sobre o surgimento dessa área, por volta de 1997, quando ainda setorista do Palmeiras, começou a lidar com assessores que organizavam as coletivas e intermediavam o contato dos repórteres com os jogadores. “Justo, mas deve ser via de mão dupla”, opinou.

Ainda falando sobre assessores, ele afirmou que estes profissionais nunca devem servir como fontes de informação, apenas podendo intermediar o contato entre imprensa e assessorado. “Assessores de futebol não aprenderam ainda que devem ser uma ponte, e não um muro”. Nesse caso, PVC aconselhou sobre a importância de uma boa pauta que, na sua visão, deixa o trabalho mais fácil.

Quando recebeu a bola, Lozetti deu seqüência à jogada também afirmando que “o assessor deve propiciar que o repórter faça o seu trabalho”. O repórter ainda diferenciou a atividade dos assessores de clubes e de jogadores, explicando que neste último caso o trabalho é muito distorcido. “Há muita gente assessorando jogadores, mas fazem isso com pouca competência”, finalizou.

Embora tendo a discussão voltada para uma questão tecnicamente jornalística, o evento atraiu alunos de outros cursos e muitos fãs de futebol, que questionaram os jornalistas principalmente sobre seleção brasileira. Ambos dividem a opinião de que a “amarelinha” anda antipática, ilustrada por um curiosa história de Lozetti: “cobri a seleção apenas uma vez, durante três dias, num jogo de Eliminatórias contra o Uruguai. Foi o suficiente para torcer para os uruguaios”.