quarta-feira, 27 de agosto de 2008

“Samba de uma nota só”



Tales Jaloretto


“Eis aqui este sambinha, Feito numa nota só
Outras notas vão entrar, Mas a base é uma só”
De tantos sambas feitos, de Ismael a Jorge Ben Jor
Imagine uma canção, só composta com a nota
Que vem logo depois do dó
Paralelo com a canção, como já cunhava os antigos
A grafia é escrever, já a mono é uma só
Tantos grupos, e desavenças
Mas na mono é que dá nó
Edilma foi a primeira
Da violência contra mulher
Em dois jornais de São Paulo
Apresentar seu status quo
Numa linguagem pesada
Usou compila e contamina
Mas tem fotos que descansam
Pra mostrar que violência
Tem em qualquer cafundó
E no auge do trabalho
É que houve um toró
Defende o tema arduamente
Para os homens que abusam
Devem ir pro xilindró
E as palavras que ouvi
Queima igual a um pocó
Isso é bom pra uma mono
Pois estuda há tanto tempo
Mostrando firmeza na voz
E trazer o assunto a tona
Seria a solução melhor
Depois que recebeu as dicas
Duvido que na banca
Dentre tantos que existe
Que o dela seja o pior


Depois do documentário
Outra trabalho “sozinho”
Que defende um assunto só
Começou bem diferente
E causou um qüiproquó
Era ela, mas não era
E a clone Nakamura
Entregou o release
Que tirou do seu bocó
Engasgou no conteúdo
Mas eu sei que não é fácil
Deixar tudo de lado
E ficar na biblioteca
Ao invés de visitar a vó
Outros tantos no cinema
Pra assistir ó, pai, ó
Mas envolveu a classe
Nas perguntas e respostas
E alguns pra lhe ajudar
Lançaram-lhe um cipó
No seu manifesto
Sobre revista de beleza
Mostra que só mulher bela
É que consegue um xodó
E defende que a revista
Quer mais que a mulher compre
Mais um metro de filó
Ou que vá na cabeleireira
Pra arrumar o seu cocó
Mas o foco era outro
Lá nos tempos da bisavó
Que era melhor informar
Mesmo que depois a escrita
Sirva só para forrar
A casinha do totó

2 comentários:

Prof. Arquimedes disse...

Criativo, como sempre. Parabéns!

Eli disse...

Tales, como já havia dito certa vez... vc tem q escrever livros... muito bom. Parabéns!