terça-feira, 4 de maio de 2010

TAPA – Amador não mais

Há 31 anos nascia no Rio de Janeiro o que viria a ser um dos maiores grupos de teatro de São Paulo, TAPA - Teatro Amador Produções Artísticas. O carioca Eduardo Tolentino criou uma companhia amadora com colegas da faculdade, que mais tarde ganharia vários prêmios e se manteria viva por décadas.Foi em 1986 que o grupo se mudou para São Paulo, tendo como sede o Teatro Aliança Francesa por quinze anos.

Tendo um currículo de dar inveja, com mais de 40 peças montadas, textos de Nelson Rodrigues, Domingos de Oliveira, Millôr Fernandes etc. As constantes mudanças,energia, paciência e capacidade de lidar com seus limites, foi o que fez o Tapa se manter vivo e atrair diferentes públicos.


O grupo tem quatro cursos para atores iniciantes que são baseados nas técnicas teatrais de Constantin Stanislavski, onde os atores tem que entrar em contato com seus próprios sentimentos. O teatro realista.

De janeiro à fevereiro deste ano o TAPA voltou a realizar o projeto “Panorama do Teatro Brasileiro - 2ª Geração” que teve a sua primeira exibição no começo dos anos 80. As montagens que foram apresentadas contaram com atores que se formaram no TAPA, como Sandra Corveloni, Carla Carvalho, Brian Penido, que assinam a direção dos espetáculos “Valsa nº 6”, de Nelson Rodrigues, “As Viúvas”, de Arthur Azevedo; e “Pedreira das Almas”, de Jorge Andrade.O projeto serve para preencher uma lacuna que o próprio teatro brasileiro criou.

Em agosto de 2009 o Tapa estreou a peça “Cloaca”, texto da holandesa Maria Goss, com um dos seus atores mais famosos do grande público, Dalton Vigh. A mais nova peça a entrar em cartaz é “Vestir os nus” de Luigi Pirandello, escrita em 1922, que é considerado um clássico do teatro moderno.


O Grupo Tapa é uma das mais respeitadas referencias do teatro paulista e brasileiro, além de possuir praticamente todos os prêmios teatrais do país.O grupo consegue transitar entre o clássico e o contemporâneo sem problemas.

O Tapa mantém sua proposta de teatro de repertório, mesclando dramaturgia de todos os séculos, brasileira e internacional, em montagens realistas.

Uma das lutas do Tapa é aumentar o número de seções das peças. Tendo apresentações de terça-feira à domingo.Resgatar o teatro como profissão, tirar da dependência dos patrocínios. O Tapa não tem meta, ele vai se adaptado a realidade.
 
Por: Gabriela Sinelli Martins

Um comentário:

Arquimedes Pessoni disse...

Legal o título e os três últimos parágrafos são bem criativos...