quinta-feira, 6 de maio de 2010

Tradição e renovação brigam em palco

Em 1979, o Teatro Amador Produções Artísticas nascia para uma nova era.

Inspirados no russo Constantin Stanislavski, o TAPA provocou espectadores com louvor a essência do realismo e a vivência de emoções autênticas.

Atuando há mais de 30 anos, o TAPA recebeu mais de 60 prêmios. Entre eles o prêmio Shell, Funarte, APETESP e muitos outros. Respeitado no ramo teatral, o grupo ajudou alavancar grandes talentos, como o ator global Rodrigo Lombardi, e Clara Carvalho, vencedora do prêmio Shell de melhor atriz em 2001 com a peça “Os órfãos de Jânio”.

Estreando com a peça “Vestir os Nus”, um clássico do teatro moderno, escrita em 1922 por Luigi Pirandello o grupo TAPA inicia suas atividades com um novo festival de peças voltadas para o público jovem. Eduardo Tolentino de Araújo, um dos fundadores e diretor do grupo, torceu o braço durante muitos anos para adotar uma nova proposta de entreter também o público jovem.


A nova bandeira levantada pelo TAPA visa expandir seu público e lucro, já que os atores, salários e a infra-estrutura do TAPA são pagos com a bilheteria.

Artistas por natureza, dentro e fora dos palcos, o grupo se desdobra em novas peças, agora mais rápidas e leves, voltada para os jovens. Um exemplo é a peça “Cloaca”, de Maria Goos, que mostra a história de quatro amigos em situações constrangedoras e decisivas. Pieter (Tony Giusti) é um funcionário público gay que rouba obras de arte da prefeitura. Tom (Dalton Vigh) é um advogado viciado em cocaína e tenta trabalhar com publicidade. Jan (André Garolli) é um político com chances de virar ministro, mas está em crise no casamento, e o diretor de teatro Marten (Brian Penido Ross) vive o estresse de uma estréia.

“Cloaca”, que estreou em agosto do ano passado, fica em cartaz até o dia 13 de junho no Teatro Imprensa, SP.

O “Teatrão” do grupo TAPA (utilizado por peças conservadoras e realistas) comemorou seus 30 anos de existência renovando suas peças feitas nos anos anteriores e promete repercussão e controvérsias com peças baseadas no autor italiano Luigi Pirandello, formando o Festival Pirandello.

Além de apresentar peças que buscam a reflexão da identidade dos espectadores através do realismo clássico e expressões corporais contemporâneas, o grupo ainda tem quatro cursos para atores, que são ministrados pelos próprios atores residentes do TAPA e por seu diretor Eduardo Tolentino de Araújo.


Ghost Writer - Rudá Pereira da Costa

Um comentário:

Arquimedes Pessoni disse...

Título criativo e opinativo, conteúdo descritivo, poderia opinar mais...