quinta-feira, 20 de maio de 2010

A pessoa mais preparada para falar

Por: Eric Douglas

Mais uma palestra foi realizada na última quinta-feira (13), para os alunos do quarto ano de jornalismo da USCS, em São Caetano do Sul. O gerenciamento de crise foi o tema escolhido pelo assessor de imprensa da Faculdade de Medicina do ABC, Eduardo Nascimento.


“O que fazer em um momento de crise?”. Essa foi à primeira pergunta do palestrante, que é jornalista, formado pela Universidade Metodista de São Paulo (2003), com especialização em Comunicação Empresarial pela UMESP (2009). Atua em assessoria de imprensa e comunicação interna desde 2001, com experiências nas áreas de saúde e educação.


Se um rojão estourou ou se uma bomba estiver com o pavio aceso prestes a explodir, saiba que decisão tomar. “A empresa deve manter o controle e evitar boatos com ética e transparência”, conta Eduardo. Todos em uma empresa devem falar a mesma “língua”, caso que não acontece no Palmeiras, onde cada um fala uma coisa e as informações viram contradições.


Sua empresa está em crise, o problema foi um acidente de trabalho, produto com defeito, uma sabotagem, boatos maldosos? “As empresas estão preocupadas com a imagem e o gerenciamento de crise pode servir para apagar um incêndio de grande porte ou não. Às vezes é possível administrar uma crise com naturalidade”, diz.


Uma lição importante contra a boataria é manter sempre os funcionários informados, sobre o que acontece na empresa, isso evita o “ti-ti-ti”. Outras dicas foram absorvidas pelos alunos presentes. “É necessário sempre estar preparado para tudo, porque nunca se sabe o que pode acontecer numa crise”, ressalta a estudante, Gabriele Sinelli Martins.


O plano de comunicação de mídia é fundamental na prevenção de uma futura crise empresarial, com ele possíveis “causas” são identificadas previamente. “Um plano é elaborado para se ter uma idéia se a crise vai mesmo ocorrer. Durante a crise é importante que a empresa continue pautando outros meios e sempre manter um bom relacionamento com a imprensa”, ressalta.


“Amenizar os estragos e contorná-los de forma que sua imagem seja preservada é o trabalho desenvolvido por um assessor de comunicação”, lembra o aluno, Felipe Ortega, morador de Santo André. A reputação, imagem da empresa e do profissional de comunicação deve ser preservada com credibilidade, ética e autonomia nos bons e maus momentos.

Um comentário:

Arquimedes Pessoni disse...

Muito bom porque não ficou com uma única fonte, buscou opinião dos colegas para rechear o texto. Bem legal!