segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Vida de caminhoneiro

Na última quinta-feira, os alunos do quarto ano prestigiaram a apresentação do grupo “Os Chapas”, formado por Ana Paula Serpa, Ewerton Ferrari, Juliana Buscariol e Marcela Baptista. O tema escolhido para o trabalho de conclusão de curso, “Vida dos caminhoneiros autônomos”, se deve à importância desses profissionais na economia brasileira. Eles são responsáveis pelo transporte de cerca de 65% do toda a carga do país. O grupo optou em fazer um radiodocumentário alegando que este formato atinge maior número de pessoas.

O foco do trabalho é abordar a rotina solitária que os caminhoneiros enfrentam durante as viagens, longe da família. O grupo explica que na vida real, a vida de caminhoneiro não tem nada a ver com aquela apresentada no seriado Carga Pesada, da TV Globo. Os motoristas de caminhão sofrem com péssimas condições de trabalho, alta jornada de trabalho e fretes baixos.
Os alunos afirmam que foi difícil, muitas vezes, conseguir o depoimento dos motoristas, principalmente quando o assunto era prostituição. E descobriram também que muitos caminhoneiros caem em emboscadas e acabam perdendo a carga. A isca pode ser uma prostituta ou então o “chapa”, o cara que é pago para levar o caminhoneiro até o destino, quando ele não conhece bem a cidade.

Literatura de Cordel

Os alunos do último ano de Jornalismo, Adriana Cattelani, Juliana Dias, Ricardo Ribeiro e Sarah Galvano apresentaram no dia 11.09. uma prévia do livro-reportagem “Viagem pelo cordel nos braços do Brasil”. O objetivo é mostrar ao público a literatura de Cordel no país. O material conta com depoimentos de grandes pesquisadores, professores, poetas e jornalistas envolvidos com a cultura popular.

Os alunos explicam que o nome Cordel não tem nada a ver com corda, como muitos podem pensar. A Literatura de Cordel veio da Europa há mais de cem anos e conquistou o Nordeste. Com versos ritmados, métrica indiscutível e rimas perfeitas, o povo nordestino ficava sabendo das notícias. O Cordel era uma fonte de informação confiável dos sertanejos.

Hoje, esta literatura é marginalizada. Mas os alunos fazem uma jornada em busca de incentivo e reconhecimento dessa literatura, que conquista qualquer um que toma conhecimento dela.

ALICE AULER GALOPPI