domingo, 27 de setembro de 2009

Cota 400: Um novo olhar


Paisagem e identidade. Um bairro e seus moradores. O Cota 400 e o Seu Carlinhos, Seu Antero, Dona Ivani...


A relação do ser humano com o espaço que ele ocupa é o enfoque do livro-reportagem Olhares: Memórias e identidades do bairro Cota 400, que está sendo produzido como Trabalho de Conclusão de Curso pelos estudantes do quarto ano de Jornalismo da USCS (Universidade Municipal de São Caetano do Sul) Caio Caprioli, Livia Gonzalez, Luciane Brandão, Mayara Tabone e Paula Venâncio.


Na última quinta-feira, na Universidade, foi apresentado pelos alunos o projeto do livro, que terá como personagens principais os moradores do bairro de Cubatão e os relatos sobre fatos que marcaram suas trajetórias e a própria história do local, que teve início com a construção da Via A nchieta.


A comunidade Cota 400, que hoje conta com 644 pessoas, está localizada em uma área de preservação ambiental pertencente à Mata Atlântica e por esse motivo, será remanejada para conjuntos habitacionais da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo) em Cubatão.


Apesar da polêmica envolvendo o bairro, os futuros jornalistas garantem que este não será o tema do livro. O objetivo, segundo eles é levantar a questão de quanto uma comunidade sofre com o impacto da perda de sua identidade ao se tornar um problema que precisa ser remanejado e como as memórias de cada habitante estão relacionadas com a criação da rodovia, ocorrida há mais de 60 anos.


A obra, que terá aproximadamente 200 páginas, irá trazer entrevistas com os moradores mais antigos como A ntero de Souza, migrante de Minas Gerais que veio trabalhar nas obras da Anchieta e Carlos de Souza, um simpático vendedor de cocadas; relatos dos filhos desses moradores como Rosa de Oliveira que nasceu no dia da inauguração da primeira pista da Anchieta e Ivani de Souza, uma das representantes do bairro; e informações fornecidas por especialistas, entre eles o advogado Dojival Vieira e a urbanista Raquel Rolnik.


Samira dos Santos Duarte

Um comentário:

Arquimedes Pessoni disse...

Muito bom! Poderia usar a fala de algum dos integrantes do grupo para "humanizar" mais o texto.