quarta-feira, 10 de março de 2010

A Nova Era da Educação

Amigo1 Online: Naum sei mto bem o q diz a pesquisa q eu fiz. Sabe como é mlk, ctrl + c, ctrl + v é o melhor amigo do aluno, naum é?

Amigo2 Online: Fmz mlk, naum tive tempo de ler nd, sabe c/ é, ta passando um fut na TV, vou fazer igual vc, ctrl + c, ctrl + v, falow.


(Amigo2 sai da conversa).

A conversa, a escrita das palavras no diálogo acima tem sido a realidade da maioria dos estudantes do Brasil.


Estudar já não tem mais o mesmo significado de antes. Livros? Bibliotecas? O que é isso?


Os objetos de estudo não são mais cadernos e réguas e sim computadores, iphones e celulares.


A tecnologia tem estado presente cada vez mais na vida das pessoas, ocupando espaço na casa da população, fazendo com que os livros fiquem esquecidos.


A sala de aula virou um ponto de encontro para os amigos, não para estudar, mas sim para conversar.


"A maioria dos alunos está condicionada a estudar para a prova, não para aprender", comenta Pierluigi Piazzi, professor de física -formado pela USP- e de química -formado pela Escola Técnica Oswaldo Cruz.


Inteligente, bem humorado e preocupado, é assim que Piazzi aparenta ser nas palestras que realiza pelo Brasil a fora quando fala da educação no Brasil, da falta de interesse do aluno em aprender e da escola em ensinar.


A escola deveria ser um lugar onde o aluno possa adquirir conhecimentos para a vida inteira, e não só para responder 10 questões da prova e esquecer o conteúdo da matéria na semana seguinte.


Pierluigi já deu aula para ensino médio, ensino superior, para mais 100 mil alunos no cursinho e afirma que as instituições de ensino no Brasil estimulam o aluno a passar de ano e não a aprender.


A internet faz com que o aluno se torne preguiçoso, incapaz e totalmente vazio de inteligência, a presença em sala de aula tornou-se apenas mais uma obrigação.


Muitos acham que o grande problema da educação no Brasil está nas escolas públicas. Então o governo criou a inclusão digital. Milhares de escolas públicas receberam computadores como um novo método de ensino, mas o resultado não foi bem o esperado.


Quando se entra em uma aula onde o computador é utilizado, as únicas telas que se vê abertas são do Orkut e MSN, “a inclusão digital virou lan house, precisamos ter uma inclusão cultural”, afirma Pierluigi.


Em 2009 Pierluigi lançou o livro “Estimulando Inteligência” onde dá dicas de como melhorar a situação da educação no Brasil, como as escolas deveriam ensinar inteligência aos alunos e o papel fundamental da família da vida educacional de seus filhos.


E para quem sonha com um futuro onde robôs vão existir e livros e estudo vão ser coisas do passado, preste atenção do recado de Piazzi: Qualquer pessoa que possa ser substituída por um computador, deve ser.


Entendeu o recado?


Karina de Oliveira Mendonça

Sugestões de veículos:

Revista Nova Escola
Revista Guia do Estudante
Sites de Universidades e escolas
Site www.educacao.uol.com.br

Um comentário:

Arquimedes Pessoni disse...

Texto bem criativo, com certeza chamaria a atenção. Só precisa ficar claro qual o produto está sendo oferecido, no caso, o assessorado.