quinta-feira, 11 de março de 2010

É PROIBIDO ESTUDAR PARA A PROVA


Métodos escolares atuais privilegiam o “decoreba” e não ensinam de verdade

Já virou hábito da maioria dos adolescentes: decorar toda a matéria antes da prova e pronto, mais uma nota garantida. Tão normal que os próprios pais incentivam ao falar frases como “Menino, você tem prova amanhã, vai estudar”. Mas será que estudar antes da prova adianta? Será que o aluno lembrará de todo a matéria depois? Segundo o professor Pierluigi Piazzi, a resposta é categórica: Não!


Um problema cultural e que já atravessa gerações. O aluno brasileiro não é incentivado na escola a estudar para aprender, mas sim a estudar para a prova. Ele decora a matéria, faz a prova, tira nota e depois esquece tudo. Segundo o professor Piazzi, esse é um dos fatores que faz com que o Brasil tenha atualmente um dos piores sistemas educacionais do mundo, o que se evidencia pela quantidade de cursinhos pré-vestibulares existentes por aqui. Ou seja, o aluno sai da escola sem aprender de verdade e precisa procurar um curso à parte para conseguir passar no vestibular.


Para Piazzi, a maneira certa para que o aluno consiga aprender é estudando dia após dia o conteúdo dado em sala de aula. “Nós temos que mudar as regras do jogo. Aula dada tem que ser aula estudada hoje!”. Além disso, outro fator que, segundo o professor, pode prejudicar muito o aprendizado é aquela tradicional “soneca” no meio da tarde. Isso porque o sono serve para ‘resetar’ o cérebro e se isso acontecer antes das informações serem arquivadas permanentemente, elas simplesmente se perderão. O que fica valendo nesse caso é apenas um cochilo breve, de no máximo 20 minutos. Por isso, o conselho do professor é: “Se for para a escola de manhã, estude a matéria à tarde, se for para a escola à tarde, estude à noite e se for para a escola à noite, vá dormir um pouco mais tarde. O único dia proibido para se estudar é no dia anterior à prova”. É a melhor maneira de garantir o verdadeiro aprendizado, sem enganar a si mesmo.


Sobre o professor Pierluigi Piazzi


Nascido na Itália em 1943, Pierluigi Piazzi chegou com sua família ao Brasil em 1954. Adolescente, cursou Química Industrial na Escola Técnica Oswaldo Cruz e fez um curso de computação na Faculdade de Higiene da USP. Aprendeu a mexer com computadores em 1961 e desde então não parou mais. Começou a lecionar aulas de física em cursinhos, onde percebeu que poderia “ensinar inteligência” aos alunos. Realizou trabalhos para TV como o “Qual é o grilo’ na Tv Cultura e foi, durante 5 anos, produtor e apresentador do 620 kb da Rádio Jovem Pan AM. Na imprensa escrita foi editorialista de O Estado de S. Paulo e colaborador do Diário do Grande ABC, da revista Limite e da revista Discutindo Ciência. Atualmente, ministra aulas no Anglo Vestibulares e visita escolas fazendo palestras para alunos, professores e pais “tentando transformar a escola brasileira (uma das piores do mundo) em escola Finlandesa”.


Mais informações para a imprensa

Aline Nogueira de Sá

(11) 7689-3148

alinenogueiradesa@yahoo.com.br


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Um comentário:

Arquimedes Pessoni disse...

Texto muito bem escrito, vende o assessorado, mas não insinua. Parabéns!