sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Compulsão: como saber se é apenas mania ou se a atitude repetitiva é uma doença



Por Bruna Serra

Uma vontade incontrolável. O impulso é mais forte do que a razão.

“É um transtorno psicológico. Uma doença. Não tem cura, mas tem tratamento. O mais importante é aceitá-la”, explica a jornalista Fabíola Primilla, uma das responsáveis pela série de reportagens especiais que tem como tema a compulsão.

Sensação de extrema ansiedade ou angústia. Depois do ato repetitivo, que de primeira traz gratificação emocional, o compulsivo tende a sentir depressão.

O grupo In Extenso trouxe para o rádio cinco capítulos que falam sobre o assunto do ponto de vista do doente. São depoimentos de freqüentadores de grupos anônimos.

De acordo com Daniel de Oliveira, existem 14 tipos de compulsão. A equipe escolheu abordar alguns: por comida, sexo, jogos e compras.

O jornalista Bruno Araújo Silva conta um pouco dos bastidores da pesquisa que o grupo realizou e que teve como fruto a série Repetição Doentia.
“Visitamos os grupos anônimos. O de compulsivos por sexo é o pior. Este tipo é o mais difícil de tratar. Tem gente que deixar de comer para fazer sexo. Os homens ficavam olhando de uma forma diferente para as meninas da nossa equipe.”

E completa: “Teve um entrevistado que afirmou ter transado com 600 homens. Outro confessou que se masturbava vendo as próprias irmãs.”

Daniel ressalta ainda a diferença entre mania, vício e compulsão. “Vício é quando existe ação de uma química. Mania todo mundo tem. Já a compulsão é uma doença psicossomática. A pessoa deixa de fazer outras coisas e passa a ter perdas: família, convívio social”, comenta.

O grupo In Extenso apresentou a série de reportagens especiais na última quinta-feira, 25 de setembro, aos estudantes do 4º ano de jornalismo da Universidade Municipal de São Caetano do Sul.