quinta-feira, 29 de abril de 2010

30 anos de TAPA para todo lado

Elaine Reis

O Teatro Amador Produções Artísticas, que já deixou de ser amador há muito tempo, mais conhecido como TAPA, este ano comemora 30 anos de um teatro bem feito, que formou uma geração de espectadores. Fundado em 1979, no Rio de Janeiro, onde permaneceu até 1986, ano em que se transferiu para São Paulo trazendo na bagagem força de vontade, determinação, tradição e qualidade, estreou com o conto infantil “Apenas um Conto de Fadas” que foi um sucesso e conquistou o carinho e o respeito do público.

Com mais de 40 peças montadas, o grupo é liderado pelo diretor, Eduardo Tolentino de Araújo, que tem em sua essência um teatro de dramaturgia, além de investir em análises e pesquisas, ele também acredita em novos talentos, em um teatro contemporâneo realista, mas, também jovem e por que não? Afinal de contas o TAPA é conhecido também como um grupo que faz um teatro realista e trabalha basicamente em criar a história do personagem. Uma tentativa de atrair o público jovem sem duvida é o espetáculo “Cloaca”, texto inédito no Brasil, escrito pela holandesa Maria Goos e foi escrito em 2002. A peça mostra o encontro de quatro quarentões, amigos, que trabalham para o Estado, todos eles falam “cloaca” e relembram os bons tempos de faculdade com essa sigla, uma espécie de código utilizado entre eles naqueles bons e velhos tempos. André Garolli, 43, Brian Ross, 50(agora já um cinquantão), Dalton Vigh, 46, e Tony Giusti (idem ao Ross), são os atores, mas são também amigos de longa data, assim como Maarten, Jan, Tom e Pieter, seus personagens.

Ao longo de sua história e sua experiência no “mercado” da arte conseguiu atrair um platéia também composta por aqueles que estudam o teatro, por quem está trilhando um caminho para chegar aos palcos, quem está iniciando e apreciando. E como em muitas interpretações o TAPA é o teatro dentro do teatro, então se tornou uma espécie de espelho, um aprendizado constante, que pode ser melhor aproveitado em um dos cursos para formação de atores, oferecidos pela companhia, ministrados por atores com mais tempo de experiência.

Nesses 30 anos de existência, a companhia já chegou a ter seis peças em cartaz. Este ano o grupo irá encenar uma nova peça de Pirandello, e em seu repertório traz como destaque a atriz Beatriz Segall, que fará um monólogo. Além de Beatriz, vários nomes bastante conhecidos já abrilhantaram os palcos do TAPA, como Rodrigo Lombardi, que foi revelado pelo grupo, Zé Carlos Machado, Bárbara Paz, entre outros.

Depois de tantas peças, tantas histórias pra contar, além de ser bom, de ter como principal objetivo fazer sempre melhor e bem feito, o TAPA tem mais é que festejar e convida a todos a serem “estapeados” com muito bom humor, qualidade, respeito e requinte.

2 comentários:

Vitória disse...

O título é uma saudável brincadeira com o nome do grupo.
As 'piadas', os trocadilhos são bem interessantes.
Percebe-se que a Elaine fez uma pesquisa sobre o grupo para escrever o artigo, trazendo informações que não foram passadas na 'entrevista'.
o começo do segundo parágrafo é confuso, parece que uma frase diz o mesmo que a outra... o TAPA faz teatro realista, mas usa diversas técnicas para conseguir um teatro bem feito, onde o ator sabe exatamente o que está fazendo em cena.
A 'brincadeira' com a idade do ator Brian precisaria 'sair do ar' rapidamente, ele detestaria ler isso... rs
A palavra mercado não precisa de aspas, mas se a autora acha que é muito pejorativa pode usar outra expressão: 'no meio artístico', pode falar também: 'no mundo do teatro' - expressão comum entre a chamada 'classe artística'.
O 'tapa é o teatro dentro do teatro' é uma frase que pode ter duplo sentido. Quando disse sobre fazer o teatro dentro do tetro estava me referindo a um tipo de teatro muito comum na história da dramaturgia.
A atriz Beatriz Segall já fez seu monólogo no ano passado: dentro do espetáculo "Retratos Falantes" e este ano não há previsão que ela esteja novamente com o grupo.
O desfecho é muito bom.

Arquimedes Pessoni disse...

Bom texto, bem escrito, mas carece mais de colocação pessoal da autora, haja vista tratar-se de artigo e não matéria. Título criativo!