sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Compulsividade ao extremo

ROBSON EDUARDO PACHECO REBECHI


O grupo de estudantes “In Extenso” do quarto ano de jornalismo da USCS apresentou na última quinta-feira 25 de setembro, seu projeto de TCC sobre compulsividade e repetição doentia. O trabalho foi desenvolvido de maneira bastante agradável, apesar da dificuldade em lidar com um tema sobre o qual as pessoas que possuem tais problemas não teriam tranquilidade suficiente para exporem seus vícios. As vertentes são voltadas para vícios em jogos, comida, compras e sexo. Segundo os integrantes, aparentemente são pessoas comuns, e que dificilmente seriam reconhecidas na rua como compulsivos.


Essa repetição doentia é infinitamente diferente do que muitos pensam ser. Uma pessoa compulsiva por algo, não faz aquilo somente por prazer, e sim por necessidade de fazer e pronto. Um compulsivo sexual por exemplo, faz do sexo um motivo essencial em sua vida, incontrolavelmente.


Esse comportamento afeta aproximadamente 20 milhões de brasileiros e jamais poderá ser curado, pode sim, ser amenizado com tratamento semelhante ao oferecido aos viciados em drogas e bebidas. O grupo não apresentou detalhes de áudio do trabalho acadêmico, que foi produzido para o veículo de rádio.

Compulsão: como saber se é apenas mania ou se a atitude repetitiva é uma doença



Por Bruna Serra

Uma vontade incontrolável. O impulso é mais forte do que a razão.

“É um transtorno psicológico. Uma doença. Não tem cura, mas tem tratamento. O mais importante é aceitá-la”, explica a jornalista Fabíola Primilla, uma das responsáveis pela série de reportagens especiais que tem como tema a compulsão.

Sensação de extrema ansiedade ou angústia. Depois do ato repetitivo, que de primeira traz gratificação emocional, o compulsivo tende a sentir depressão.

O grupo In Extenso trouxe para o rádio cinco capítulos que falam sobre o assunto do ponto de vista do doente. São depoimentos de freqüentadores de grupos anônimos.

De acordo com Daniel de Oliveira, existem 14 tipos de compulsão. A equipe escolheu abordar alguns: por comida, sexo, jogos e compras.

O jornalista Bruno Araújo Silva conta um pouco dos bastidores da pesquisa que o grupo realizou e que teve como fruto a série Repetição Doentia.
“Visitamos os grupos anônimos. O de compulsivos por sexo é o pior. Este tipo é o mais difícil de tratar. Tem gente que deixar de comer para fazer sexo. Os homens ficavam olhando de uma forma diferente para as meninas da nossa equipe.”

E completa: “Teve um entrevistado que afirmou ter transado com 600 homens. Outro confessou que se masturbava vendo as próprias irmãs.”

Daniel ressalta ainda a diferença entre mania, vício e compulsão. “Vício é quando existe ação de uma química. Mania todo mundo tem. Já a compulsão é uma doença psicossomática. A pessoa deixa de fazer outras coisas e passa a ter perdas: família, convívio social”, comenta.

O grupo In Extenso apresentou a série de reportagens especiais na última quinta-feira, 25 de setembro, aos estudantes do 4º ano de jornalismo da Universidade Municipal de São Caetano do Sul.

Estudo revela que Campanha Nacional pelo Direito à Educação tem participação significativa na mídia




Por Bruna Serra

O levantamento realizado pelo jornalista Diones Soares mostra que, entre janeiro do ano passado e abril de 2008, a rede social apareceu 398 vezes nos veículos de comunicação, o que corresponde a aproximadamente uma inserção por dia.

A Campanha Nacional pelo Direito à Educação é composta por mais de 200 entidades de todo o Brasil, incluindo ONGs, sindicatos, grupos comunitários, juvenis e universitários, entre outros.

Lançada em 1999, a rede tem como intuito lutar pela efetivação dos direitos educacionais no país e por uma educação pública de qualidade.

Diones Soares explica que a Campanha dialoga com os responsáveis pelas leis para fazer com que elas sejam realmente benéficas à população.

O jornalista analisou as reportagens veiculadas na TV, no rádio, na internet, em jornais e revistas.

Estudou ainda o conteúdo das matérias. Notou que os estados com maior quantidade de inserções foram o Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo.

A pesquisa foi apresentada para os estudantes do 4º ano de jornalismo da Universidade Municipal de São Caetano do Sul na quinta-feira, 25.

Yes! Nós temos revista

MARIA FERNANDA ESPINOSA


Voltada para jovens do público masculino, a publicação promete revolucionar o mercado neste segmento

Que tipo de revista um jovem de 14 a 17 anos lê? Que tipo de abordagem ele quer que uma revista tenha? Qual a cara dessa revista?
Essas são perguntas que a equipe de jornalistas da revista Torpedo respondeu na coletiva de imprensa, realizada na última quinta-feira, dia 02, às 19h, no Campus I da USCS – Universidade de São Caetano do Sul – sobre a publicação, voltada pro público jovem masculino.

A revista Torpedo, além de ter um layout arrojado e ser atraente em suas cores, possui uma linguagem direta, descontraída e sem gírias. Em dez editorias, a revista aborda temas como esportes, música, games e comportamento. Nessa primeira edição, entrevistas com a banda Fresno e com o grupo Teatro Mágico. Além disso, o leitor pode a cada edição tirar dúvidas e até mesmo escrever uma reportagem especial.


Os jornalistas que idealizaram esse projeto acreditam que a publicação vai revolucionar este segmento de mercado, devido à dificuldade que muitos garotos têm em encontrar informações que lhes interessem em um só lugar. De acordo com o grupo, muitos garotos lêem revistas do público feminino jovem por não terem essa escolha. “A partir de pesquisa realizada com aproximadamente 130 meninos de classes A e B, com idade entre 14 e 17 anos, que moram no ABC e Grande SP, percebemos a necessidade de criar um produto não só para entreter, mas também informar, pois os adolescentes mostraram ter muitas dúvidas no que diz respeito à carreira e sexo, por exemplo”, conclui Juliane Torres, uma das jornalistas do time.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Mania doentia


FELIPE ALVES DE PAULA

Na noite da última quinta-feira (25/09), o grupo de jornalistas integrantes da produtora “In Extenso” esteve no campus I da USCS, em São Caetano do Sul, para apresentar e divulgar a série de reportagens para rádio “Repetição doentia”. Os programas entram no universo da compulsividade, tratando e explicando sobre esse comportamento que afeta quase 20 milhões de brasileiros.

“Aquilo que as pessoas acham que é mania boba traz grande sofrimento ao compulsivo”, explica a jornalista/produtora Aline de Souza. A compulsão é uma doença psicossomática, que leva o compulsivo à realização de atos por longos períodos ou em extremo excesso e, em as alguns casos, deixa no histórico de vida até tentativas de suicídio.

A série de reportagens é dividida em cinco capítulos: toque (lavar as mãos repetidas vezes), comida, compras, jogos e sexo. Na produção, entrevistas com especialistas e muita vivência na rotina de grupos anônimos.

Além de explicar sobre esse comportamento para os ouvintes, os programas também buscam transmitir os pontos de vista do compulsivo. “Procuramos diferenciar mania de compulsão. Esse último é uma doença que pode trazer vários danos”, comentou o também produtor Daniel Ghigiarelli.

Hora de falar sobre educação


FELIPE ALVES DE PAULA

A conclusão pode ser um lugar comum - educação e jornalismo são essenciais para a sociedade e para qualquer ser humano -, mas é inevitável quando a discussão é sobre algum tema que una essas duas áreas de conhecimento. Tal raciocínio é fruto da monografia “A repercussão na mídia do material jornalístico produzido pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação”, de autoria do jornalista Diones Soares. O estudo foi pré-lançado na noite do último dia 25 na USCS – Universidade de São Caetano do Sul.

De maneira geral, o trabalho faz uma análise de 398 inserções na mídia entre janeiro de 2007 e abril de 2008 referentes à Campanha Nacional pelo Direito à Educação, criada em 1999 por um grupo de organizações da sociedade civil e que articula mais de 200 entidades brasileiras. O que é a campanha, suas estratégias e alguns exemplos práticos – matérias produzidas – também aparecem na monografia.

O texto é dividido em três partes: o primeiro fala sobre educação e jornalismo, o segundo sobre as formas de atuação da campanha nos meios de informação e o último sobre como o trabalho atua na mídia.
Diones finalizou sua apresentação afirmando que “a campanha ainda tem um grande potencial de comunicação a ser desenvolvido” e que “é possível criar novas pesquisas a partir dessa”.

EDUCAÇÃO EM NÚMEROS


JUSSARA NUNES DE OLIVEIRA


Mais um trabalho ganha destaque no Ciclo de Palestras do 4° ano de jornalismo da Universidade de São Caetano do Sul (USCS). O aluno Diones Soares realiza uma pesquisa que revela que a Campanha Nacional pelo Direito à Educação conseguiu boa participação na imprensa no ano passado e o nos primeiros meses deste. O estudo abrange o período entre janeiro de 2007 e abril de 2008.


Segundo dados coletados pela pesquisa, no total, foram 398 inserções em veículos de rádio, TV, internet, jornais e revistas, de acordo com informações da própria Campanha, uma média mensal de quase 25 matérias. Os resultados foram apresentandos nesta última quinta-feira (25) na sala do quarto ano de jornalismo.


O ciclo de palestras prossegue até dia 30 de outubro, com abertura da sala às 19:30. O evento é gratuíto.