segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Consumidores se preparam para fim das sacolinhas

Com o fim da distribuição das sacolas plásticas em supermercados marcado para a próxima quarta-feira (25), consumidores da região começam a pensar em alternativas para carregar as compras a partir da semana que vem.

A sacola retornável deve ser a principal opção adotada pelos clientes. Estas sacolas, que já eram vendidas pela maioria dos supermercados, passaram a ser oferecidas de forma mais ostensiva com a proximidade do dia 25.

Alguns consumidores estão aproveitando os últimos dias de distribuição gratuita das sacolas plásticas para estocar o produto. “Meu marido pegou uma quantidade que vai dar pra usar por um ano”, afirma a copeira Matilde da Silva. Apesar disso, ela também se precaveu e providenciou outras opções. “A gente já comprou também aquelas sacolas retornáveis”, completa.

Quem costuma fazer compras em mercados atacadistas deve se adaptar mais facilmente à mudança. Isto porque, por conta da política de preços baixos, a maioria das redes já não fornece sacolinhas de forma gratuita. “Há um tempo eu vou nesse tipo de mercado e tenho que comprar sacolas no supermercado ou levar as que tenho em casa”, explica o aposentado Carlos Leite. Ele critica a medida: “Isso não vai salvar o planeta coisa nenhuma. Além disso, os mercados vão economizar mas não vão diminuir os preços”, acredita.

O processo de adaptação dos consumidores não se restringe ao transporte das compras. Com o fim das sacolinhas, muda também a forma de condicionar o lixo. As sacolas, normalmente reaproveitadas para jogar resíduos, terá que ser substituída. A dona-de-casa Eliane Moraes ainda não sabe que alternativa vai usar. “Não sei o que vou fazer agora. Não pensei nisso ainda”, afirma.

Medida opõe mercados e indústria de plásticos
A decisão de colocar fim à distribuição das sacolas colocou em lados opostos os supermercados paulistas e a indústria de plásticos. A Plastivida, entidade que representa a cadeia produtiva do setor, fez duras críticas à medida.

Na avaliação do presidente da Plastivida, a mudança não vai ser benéfica para o bolso do consumidor, sendo positiva somente para os supermercados. “O cidadão não vai ter mais a sacolinha pra descartar o lixo, vai ser obrigado a comprar saco de lixo. Além de o mercado reduzir o custo, vai passar a vender produtos que antes não vendia, como as sacolas retornáveis. Quem vai pagar a conta é o consumidor”, critica.

O discurso da Associação Paulista de Supermercados se limita à questão ambiental. O setor supermercadista garante que a intenção da mediada visa a proteção ao meio ambiente, apesar de reconhecer que o fim da distribuição das sacolinhas vai resultar em uma redução significativa de custos. A promessa é que esta redução reflita no preço dos produtos.

O diretor de sustentabilidade da APAS, João Sanzovo, lembra que as sacolas plásticas nem sempre tiveram a importância de hoje. “Os supermercados, lá atrás, não utilizavam sacolas plásticas. A dona-de-casa usava trazia sua sacola de feira, deixava no guarda-volume e colocava os produtos dentro de um papel e depois na sacola”, afirma. “ A sacola plástica está contaminando nosso planeta”, disse Sanzovo.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Jornalismo Dinâmico


por Camilla Scavone


Os alunos dos cursos de Comunicação Social da Universidade Municipal de São Paulo receberam no último dia 16 de agosto o jornalista, Arnaldo Ferraz, para falar um pouco do jornalismo na TV.


Arnaldo é editor chefe do telejornal Leitura Dinâmica, da RedeTV. Começou a carreira no impresso, foi para o rádio, atuou como repórter da Globo e foi aí que descobriu o telejornalismo. Durante 20 anos foi repórter e há dois anos aceitou o desafio de ser editor chefe do telejornal que possui uma linguagem mais leve, com notícias rápidas e em média veicula 35 retrancas por edição.


O jornalista começou e terminou a palestra com a frase “A faculdade não vai ensinar vocês a escreverem. Se vocês não sabem, que tal a odontologia?”, e foi com o intuito de mostrar o básico para a vida de um jornalista que Arnaldo falou sobre as rotinas de um repórter, o formato de edição e os caminhos da regionalização.


Todos os assuntos abordados fixaram a atenção da platéia que contava em média com 50 alunos, misturados entre Jornalismo, Rádio e TV e Publicidade e Propaganda. As percepções que o jornalista tem das mudanças que vem ocorrendo, não só nas emissoras de TV, mas no meio da comunicação em geral levantou uma dica para os futuros profissionais: hoje o mercado quer um profissional que não só tenha graduação, mas que seja mais, tenha pro-atividade, entenda das novas tecnologias e que conheça um pouco de cada mídia.


Questões foram levantadas por alunos e professores presentes e a palestra foi finalizada com o assunto internet e novas tecnologias, que Arnaldo afirmou que “um estudante de jornalismo com uma câmera na mão é uma máquina de notícia.” Com o boom das redes sociais, um comentário de um formador de opinião antes desconhecido, vira notícia. Hoje, a internet agrega a TV.


Para os estagiários, o editor-chefe explicou que é nas chamadas pequenas emissoras, ou editoras, que se aprende muito. Um estágio em um jornal de bairro é a porta para o futuro de sucesso, e temos que aproveitar agora que o processo de regionalização na imprensa brasileira está em processo de crescimento.


O jornalista coordena o curso de reportagem em TV desde 1999, e recentemente fechou parceria com a Associação Comercial de São Caetano. As matrículas já estão abertas, para mais informações entrar em contato pelo telefone 2888-3434.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Fase dupla de um assessor

A comparação de que o jornalista deve passar a informação de uma forma clara e verdadeira, nem sempre é cumprida, às vezes a distorção acontece levemente, com um simples trocar de palavras, pode- se dizer que com uma pitada de inocência, as coisas se modificam. Para o bem de alguns, ou para o desespero dos outros. Como a informação pode da vôos tão alto?

O filme Mera Coincidência (Wag the Dog), mostra o poder que a mídia tem em reverter situações. O diretor Barry Levison deixa bem claro que um bom assessor pode transformar o que seria um escândalo, na conquista para se manter no poder. Todas as estratégias são desenvolvidas pela figura de um assessor de imprensa, que desenvolve táticas para virar o jogo durante todo o desenrolar da história.

Onde uma verdadeira peça de teatro é construída para o desenrolar do filme, nada muito diferente do mundo real, em que jornais, revistas, tv e rádio transmitem nas entrelinhas a manipulação, mais tudo isso acontece de forma menos escancarada. Porém, atinge o mundo inteiro com uma velocidade assustadora. Mais como é mesmo aquele ditado? Falei mal, mais falem de mim... Pois é, no caso da informação o bom é quando estou sendo lembrando positivamente, e ruim quando lembrado negativamente, até que você descubra uma maneira de reverter à situação.

È nessa hora que o assessor entra para criar uma forma de transformar qualquer situação para o bem do seu assessorado. Seja estampando a capa de um jornal, ou fazendo parte das rodas de conversa, mesmo quando o assunto é do tipo, “negativo”, a quem diga que o importante mesmo e nunca ser esquecido.


Valdejane Bezerra

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Por debaixo dos panos

O filme Mera Coincidência (Wag the Dog) mostra que o famoso jeitinho brasileiro talvez não seja tão tupiniquim quanto o próprio nome diz.


Diante da exposição de um escândalo sexual duas semanas antes da eleição para Presidente, a equipe de comunicação da campanha se vê de mãos atadas e prestes a perder tudo quando Conrad Brean (Robert De Niro) chega misteriosamente e começa a jogar ordens, tomando o controle da situação. Mas só Brean não é suficiente para fazer com que a população e a oposição, principalmente, esqueçam o que aconteceu. Ele e a afobada Winifred Ames (Anne Heche) procuram a ajuda do produtor Stanley Motss (Dustin Hoffman), que com tiradas rápidas consegue inventar toda uma situação para tirar o escândalo do Presidente da mídia.


O mais interessante é como eles se portam diante de uma crise, sem que uma gota de suor escorra são capazes de dar a volta pela situação e aparecer com uma ideia mais absurda do que a outra. O filme também é capaz de criar uma certa paranóia no espectador, se é isso que acontece por debaixo dos panos, então o que é verdade e o que está sendo fabricado?


Mas esses questionamentos são deixados em segundo plano pelo humor ácido do filme e pelos estereótipos dos personagens. Dustin Hoffman e Robert De Niro estão brilhantes como sempre e a participação de Woody Harrelson como "herói de guerra" também é excepcional. O filme não peca nem a mais e nem a menos, o roteiro é excelente e é garantia de diversão tanto para comunicadores que entendam como administrar uma crise da maneira correta, quanto para o cidadão comum que vai ficar com a pulga atrás da orelha.

MARIANA SILVA GAZINHATO

“Mera Coincidência” - Filme com cara de realidade

Mera coincidência (Wag the Dog), lançado em 1997, nos Estados Unidos, o filme de 97 minutos é sarcástico, inteligente e com muito bom humor prende a atenção e passa suas mensagens com segurança e clareza sobre o poder da mídia junto à sociedade. O público entende com facilidade o que é transmitido no filme.

A maneira como o povo é facilmente levado com o que a televisão diz e se sensibiliza com coisas estúpidas, enquanto os criadores da situação ficam rindo e achando tudo muito bonito.


O presidente dos Estados Unidos, às vésperas da eleição, se envolve em um escândalo sexual e isso certamente acabaria com sua reeleição para o cargo, assim os seus assessores acabam tendo uma tarefa para conterem esse alvoroço. Então tiveram a idéia de contratar um produtor para fazer uma “falsa guerra” para a população ameriaca esquecer o ocorrido e tirar do caminho quem atrapalhasse os planos deles. Assim, o produtor de Hollywood (Dustin Hoffman) inclusive indicado ao Oscar, faz com que as cenas da guerra caiam na mídia e a imagem do presidente ganha poder com o povo.

A cena da garota correndo, segurando um gatinho, como se estivesse no meio de uma verdadeira guerra, mexe emocionalmente com o publico que acabam criando um herói falso e perigoso, tudo faz com que isso tenha uma grande repercussão na mídia e é interessante como a sociedade se sensibiliza e acaba caindo nessa história. Pronto! O escândalo foi esquecido e o presidente acaba se reelegendo, graças a seus ótimos assessores que fizeram muito bem a lição de casa.

"Mera Coincidência" é uma maneira de abrir os olhos das pessoas, o filme é ousado, tira um sarro com o modo que o público é tratado, a forma como podemos ser manipulados pela mídia e mostra como os políticos podem fazer coisas para desviar a atenção pública para outros fatos.


O elenco de peso como, Robert De Niro e Dustin Hoffman e a direção de Barry Levinson só poderia causar um excelente resultado.


E na realidade, será que as pessoas param pra pensar se aqui no Brasil é assim, quando os políticos se envolvem em escândalos, sempre aparece outra noticia para “abafar” o caso e a população brasileira acaba esquecendo os escândalos e no fim, os mesmos políticos conseguem se reeleger.

Regiane Dogoli Merenda

terça-feira, 25 de maio de 2010

Mera Coincidência

O filme Mera Coincidência (Wag the Dog), dirigido por Barry Levison e estrelado por Robert De Niro (Conrad “Connie” Bean), Dustin Hoffman (Stanley Motss) e Anne Heche (Winifred Ames), mostra o outro lado, o outro papel do assessor de imprensa, onde entra em questão fazer “tudo” para garantir a imagem do seu assessorado, além do emprego, claro. No filme, o presidente dos Estados Unidos está à beira de uma eleição, buscando se reeleger. Faltando pouquíssimos dias para a tão esperada eleição, o presidente se envolve em um escândalo sexual. O presidente lança aos seus assessores a difícil tarefa: Reverter o jogo, colocá-lo na mídia, porém com uma ótima imagem, conquistar votos, causar uma boa impressão na sociedade. Um produtor de cinema é contratado para dar vida ao projeto do assessores. Um conflito entre Estados Unidos e Albânia foi simulado, neste caso tudo foi válido, desde a contratação de um produtor de Hollywood, cenários, atores e altos valores para cobrir os gastos necessários, afim de afastar o escândalo sexual do presidente dos holofotes da imprensa. Por algumas horas o plano dá certo e o presidente volta a subir nas pesquisas do ibope.



Como tudo na vida, existe o sobe e desce, uma hora em alta outra em baixa e o assessor tem que estar preparado pra tudo. O assessor definitivamente tem que enxergar além, tem que estar preparado para enfrentar uma crise, uma guerra, além de saber quando falar, pra quem falar e o principal, o que falar.


Em Mera Coincidência, conseguimos ver claramente as principais características do filme, embora quando expressei lá em cima que o que estava em questão era o fazer “tudo” pra a garantir o emprego e a imagem do assessorado, nem sempre esse “tudo” está ligado ao exercício de práticas legais, o ilegal muitas vezes e na grande maioria dos casos sempre está em jogo. A postura dos personagens, mesmo se tratando de um filme brilhante que explora bem estes tão complexos aspectos que engloba o dia-a-dia do assessor, mostra exatamente o que não se deve fazer, quebram algumas regras que permeiam a ética do ser jornalista, entretanto, nem sempre dá certo.
 
Elaine Reis

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Assessor de imprensa sempre driblando a crise

“Crise empresarial, pode ser evitada, sim”. Esse foi o tema abordado na Palestra realizada no dia 13 de maio, na Universidade municipal de São Caetano do Sul, para alunos do 4º ano de jornalismo, o evento contou com a presença do jornalista Eduardo Nascimento e do Professor e jornalista Arquimedes Pessoni, sobre como um assessor de imprensa enfrenta uma crise empresarial.


A crise empresarial pode, ou não, ser prevista, nesse caso é melhor ser prevista, pois você consegue planejar como driblar a crise, pois a mesma pode ou não comprometer a imagem da empresa, e o papel do assessor é tentar levar de uma maneira positiva o que está acontecendo para a imprensa.


São vários tipos de crise, mas as mais comuns são os problemas, a má qualidade, acidente de trabalho, escândalos, etc.


Segundo Eduardo, a crise pode ser prevista e assim gerenciada, pois toda empresa deve ter um plano de gerenciamento de crise, pois a mídia sempre estará lá, para um furo de reportagem, e é inevitável fugir dela.


“Têm que mostrar o outro lado da empresa, se é que há outro lado”, afirma o professor Arquimedes Pessoni, mediador do debate.


O assessor tem que enfrentar a crise, mesmo que a sua equipe não ajude com a imprensa, pois este problema sempre irá aparecer principalmente no setor público.


A imagem é um dos valores de uma empresa inatingível, mas quem julga é o próprio público através das experiências pessoais, informações, vivências e influências, no qual é mais fácil alterar a imagem do que a reputação. “Um bom exemplo de imagem, é que os acionistas da Petrobrás têm uma visão muito diferente dos ambientalistas”, diz Eduardo.


Não é possível evitar a divulgação da crise, pois a crise é uma notícia e a empresa não será poupada, mesmo as organizações conhecidas ou de prestigio.


Segundo Eduardo, a crise só é realmente uma crise quando a mídia entra em cena, trazendo à tona todos os problemas prejudiciais a empresa.


É possível evitar a crise principalmente se os fatores forem internos, apesar que nem sempre a causa pode ser controlada.


O palestrante deu dicas do que fazer na crise, uma delas é ter um plano de comunicação para reduzir o impacto causado pela divulgação de notícias de crise, para isso o relacionamento com a mídia deve ser uma atividade planejada.


A assessoria de imprensa deve ser tratada como uma atividade estratégica de inteligência empresarial, e nunca apenas como ferramentas.


Eduardo Nascimento é jornalista, formado pela Universidade Metodista de São Paulo (2003), com especialização em Comunicação Empresarial pela UMESP (2009). Atua em assessoria de imprensa e comunicação interna desde 2001, com experiências nas áreas de saúde e educação.


RENATA LOPEZ CARO DA SILVA

O desafio de superar crises constantes

Quando acontece um fato chocante seja em qualquer área dentro do jornalismo, muitas vezes não imaginamos o quanto isso é difícil para assessores resolverem o momento de crise. Neste intuito, Eduardo Nascimento, assessor de imprensa da faculdade de Medicina do ABC e na área da educação, compareceu no último dia 13, na Universidade de São Caetano do Sul (USCS), dar sua palestra para os alunos do quarto ano de jornalismo.


Atuando desde 2001 na comunicação interna, Eduardo deu exemplos claros de como é complicado para um assessor contornar uma crise. Um fato recente em que Eduardo exemplificou foi em Outubro do ano passado, em longa reportagem do programa Repórter Record da Rede Record de Televisão, onde denunciava esquemas na faculdade em que o assessor trabalha onde pessoas obesas que aguardavam na fila de espera para realizar cirurgia para redução de estômago, pagavam para passar a frente das outras pessoas.


“A partir daí, a ação de um assessor de imprensa se torna fundamental”, explicou Eduardo, que diante de um fato jamais vivido teve que divulgar uma nota de esclarecimento explicando que já haviam aberto uma sindicância para apuração dos fatos e que o médico envolvido no esquema que foi mostrado na reportagem, já havia sido afastado.


O fato acabou repercutindo muito pouco na imprensa e Eduardo afirma que foi muito importante uma ação imediata: “Logo após termos visto a reportagem na TV, foi necessário de imediato uma elaboração da nota de esclarecimento, voltada principalmente para a emissora (no caso a Record) e no dia seguinte já passamos para o departamento de jornalismo dos mesmos”.

A imagem e reputação é outro fator importante em que o palestrante explicou que quanto maior for à marca ou produto, maior fica a responsabilidade do assessor em contornar situação de crise que podem acarretar em problemas na imagem empresarial.

Por fim, Eduardo contou mais algumas histórias em que vivenciou além de responder a dúvidas dos futuros formandos em jornalismo. Em resumo, a assessoria de imprensa na visão do palestrante, mostra que a relação da imprensa com assessores nem sempre é fácil.



Ricardo Trus

Sem crise: futuros jornalistas acompanham palestra sobre abalo nas instituições

Os estudantes do último ano do Curso de Jornalismo da USCS – Universidade Municipal de São Caetano do Sul receberam, na última quinta-feira, dia 13, o jornalista Eduardo Nascimento, da MP & Rossi Comunicação. Assessor de imprensa da Faculdade de Medicina do ABC, do Colégio Singular, entre outras instituições, Eduardo ministrou uma palestra sobre gerenciamento de crise em instituições.

“É importante que toda instituição planeje sua comunicação. Assim, quando algo errado ou fora dos planos acontecer, o responsável pela parte de comunicação estará apto e preparado para lidar com tal situação”, afirmou Nascimento, que iniciou suas explanações enfatizando a importância em se desenvolver um planejamento e segui-lo a risca em total sincronia com os membros da empresa assessorada.

Outro ponto de destaque abordado pelo jornalista é que toda crise é uma notícia e, assim, o assessor deve trabalhá-la de forma a reverter o acontecimento para uma notícia positiva. “É claro que nem todos os casos de crise são possíveis de serem revertidos, mas o jornalista tem que tentar se antecipar a eles, prever o que vai acontecer e noticiar algo positivo”, explicou Eduardo.

Como exemplo, foi citado o caso de um pronto-socorro em Santo André que passaria por uma reforma estrutural. Para atender à demanda, alguns pacientes deveriam se encaminhar para outro local, na mesma rua. Prevendo que alguns pacientes não se encaminhariam diretamente ao novo local de atendimento e que, portanto, o local em reforma ficaria congestionado de pacientes – gerando crise e notícias ruins – a administração cuidou de disponibilizar ônibus de pronto-socorro em reforma para o novo local de atendimento. Nesse caso a assessoria de imprensa se antecipou e divulgou que o pronto-socorro passaria por uma reforma para melhor atender os pacientes e que seriam disponibilizados veículos para os transportarem ao novo local de atendimento enquanto a unidade passaria pela reforma.

Para finalizar Eduardo falou sobre a profissão e deu dicas aos estudantes. “Para quem for seguir na área de assessoria de imprensa é importante estar preparado para tudo. É fundamental estar antenado em tudo que tiver acontecendo na área que estiver atuando e criar uma imagem positiva da instituição”, completou.


Eduardo Nascimento é jornalista, formado pela Universidade Metodista de São Paulo (2003), com especialização em Comunicação Empresarial pela UMESP (2009). Atua em assessoria de imprensa e comunicação interna desde 2001, com experiências nas áreas de saúde e educação. Hoje, integra a MP & Rossi Comunicação e atua diretamente na Faculdade de Medicina do ABC, no Hospital Estadual Mario Covas e no Colégio Singular.

Isaac Ramiris

A pessoa mais preparada para falar

Por: Eric Douglas

Mais uma palestra foi realizada na última quinta-feira (13), para os alunos do quarto ano de jornalismo da USCS, em São Caetano do Sul. O gerenciamento de crise foi o tema escolhido pelo assessor de imprensa da Faculdade de Medicina do ABC, Eduardo Nascimento.


“O que fazer em um momento de crise?”. Essa foi à primeira pergunta do palestrante, que é jornalista, formado pela Universidade Metodista de São Paulo (2003), com especialização em Comunicação Empresarial pela UMESP (2009). Atua em assessoria de imprensa e comunicação interna desde 2001, com experiências nas áreas de saúde e educação.


Se um rojão estourou ou se uma bomba estiver com o pavio aceso prestes a explodir, saiba que decisão tomar. “A empresa deve manter o controle e evitar boatos com ética e transparência”, conta Eduardo. Todos em uma empresa devem falar a mesma “língua”, caso que não acontece no Palmeiras, onde cada um fala uma coisa e as informações viram contradições.


Sua empresa está em crise, o problema foi um acidente de trabalho, produto com defeito, uma sabotagem, boatos maldosos? “As empresas estão preocupadas com a imagem e o gerenciamento de crise pode servir para apagar um incêndio de grande porte ou não. Às vezes é possível administrar uma crise com naturalidade”, diz.


Uma lição importante contra a boataria é manter sempre os funcionários informados, sobre o que acontece na empresa, isso evita o “ti-ti-ti”. Outras dicas foram absorvidas pelos alunos presentes. “É necessário sempre estar preparado para tudo, porque nunca se sabe o que pode acontecer numa crise”, ressalta a estudante, Gabriele Sinelli Martins.


O plano de comunicação de mídia é fundamental na prevenção de uma futura crise empresarial, com ele possíveis “causas” são identificadas previamente. “Um plano é elaborado para se ter uma idéia se a crise vai mesmo ocorrer. Durante a crise é importante que a empresa continue pautando outros meios e sempre manter um bom relacionamento com a imprensa”, ressalta.


“Amenizar os estragos e contorná-los de forma que sua imagem seja preservada é o trabalho desenvolvido por um assessor de comunicação”, lembra o aluno, Felipe Ortega, morador de Santo André. A reputação, imagem da empresa e do profissional de comunicação deve ser preservada com credibilidade, ética e autonomia nos bons e maus momentos.

Sem pânico! Crises empresárias podem ser controladas

Como resolver uma crise empresarial? O assessor de imprensa, Eduardo Nascimento, especializado em comunicação empresarial, foi à USCS na última quinta-feira (13) dar dicas sobre isso. Ele deu uma palestra explicando passo a passo o que deve ser feito.


O assessor começou falando sobre as principais causas de crise e como a empresa deve se portar diante da situação. Ele comentou que tendo um plano “anti-crise”, toda corporação se sairá melhor diante do inesperado (ou não) ocorrido.


Eduardo enfatizou que a imagem das empresas é muito importante tanto para o público interno e externo. A reputação que elas querem passar para esse público, sempre terá que ser positiva, para criar uma boa imagem e relacionamento, e ter um bom feedback. Mas quando essa imagem passa a ser negativa e chega à mídia, a crise acontece. A imprensa nunca vai perder a oportunidade de divulgar uma crise. “Quanto mais importante e conhecida for a organização, maior a chance de enfrentar uma grave crise de imagem”, disse o assessor.

Após explicar sobre a importância da imagem, deu algumas dicas de como evitar ou sair da crise. Ele diz ser necessário um plano de administração e comunicação para saber gerenciar e abafar esse momento difícil, apresentando planos detalhados e comentando que não pode faltar omissão nessas horas, tem que dar a cara a bater. O assessor ainda mostrou exemplos de crise, como um médico que realizava cirurgia bariátrica de forma ilegal e prejudicou a “Fundação do ABC”, por ser professor da universidade.

Enfim, depois de todo seminário alertando sobre os erros e acertos aos alunos, Eduardo Nascimento comentou que para ser assessor é necessário sempre estar atento e preparado para o que aconteça, pois são nessas crises que o assessor terá que mostrar a competência e seu talento para minimizar, o máximo possível, “as porradas” que a empresa em que trabalha, tomará da mídia.

Diego Boscolo. 4° ano, Jornalismo.

Crise, imagem e reputação

Gabriela Sinelli Martins

Na ultima quinta – feira, o assessor de imprensa Eduardo Nascimento, que trabalha desde o começo da carreira na área da saúde, mostrou para os alunos de jornalismo da USCS (Universidade São Caetano do Sul) como encarar uma crise empresarial.

O assessor iniciou a palestra enfatizando que toda empresa deve ter um plano de administração, pois só assim ela poderá estar mais preparada para uma possível crise.


A imagem e a reputação andam juntas, em um escândalo empresarial, muitas vezes tudo pode acabar mal,assim fazendo com que os assessores tentem amenizar a situação, com notas dirigidas a imprensa ou optando pelo silêncio, que em alguns casos pode ser a melhor escolha.

Nascimento lembrou que toda crise é uma noticia e que o gerenciamento da mesma só pode ser feito através do plano de comunicação e que a mídia deve ser vista como parceira estratégica. Muitas vezes a crise pode ou não ser prevista. Na maioria das vezes o imprevisto é mais difícil de ser contornado.

A imagem é um dos intangíveis de uma organização. A empresa costuma ter várias imagens, que são dividas em três partes. A pretendida, a que a companhia gostaria de ter junto ao seu público, imagem real, o que ela verdadeiramente é e por último a auto-imagem, como a própria empresa se vê.

Nascimento passou algumas dicas que os futuros assessores deveriam ter sempre anotado, mostrando que para trabalhar em uma assessoria de imprensa é necessário estar preparado para tudo, porque nunca se sabe quando uma pode acontecer uma crise.

Resolvendo uma crise

Felipe Ortega

Seu dia parece tranqüilo, até que um acontecimento fora do normal põe você e toda sua equipe num momento de alerta total. Em meio a uma crise o que eu fazer? È isso que levou o jornalista Eduardo Nascimento, especializado em comunicação empresarial, a comparecer na Universidade Municipal São Caetano do Sul, sala do quarto ano de jornalismo.

A necessidade de uma assessoria de imprensa para uma empresa pode ser fundamental nessas horas de apreensão. Qualquer atitude que possa ser vista como irregular pela imprensa e acabe por prejudicar a imagem da empresa pode ser contornada por alguns aspectos que Eduardo põe em sua palestra.

O preparo cauteloso do material que vai ser passado para o público externo, uma boa relação com seus funcionários e proximidade com a mídia são assuntos prioritários para que uma crise possa ser gerenciada. Toda crise vira notícia quando se trata de uma grande empresa e dificilmente ela será escondida devido ao imenso mundo tecnológico que há hoje em dia. Dessa forma, é possível admitir que praticamente toda organização passará por uma crise ou inúmeras crises, logo estar preparado é a solução.

Um plano de comunicação e fundamental para esse momento. Agilidade, interatividade com a imprensa, abastecendo-a sempre com as informações necessárias, mas tomando sempre o cuidado para evitar desencontro delas, por parte dos agentes que gerenciam a crise, a fim de minimizar a boataria, são coisas que precisam ser colocadas em práticas nesses momentos.

Conhecimento dos veículos de comunicação que você atende e ter um porta-voz habilitado, pessoas com uma certo poder de credibilidades e autoridade deve ser o escolhido, para momentos de pressão e boa troca de palavras com os jornalistas insistentes são necessário para que a crise seja conduzida de forma “tranqüila” pela empresa. Trabalhar como fonte e não como ponto de notícia é o modo como a assessoria deve se manter.A imagem da empresa é no final das contas o essencial, o mais importante.Mesmo que a crise tenha acontecido de forma grande, a preservação dela é fundamental para que a crise não seja o fim da empresa. No final é preciso aprender com a crise.


Eduardo Nascimento, que hoje é assessor de imprensa da Faculdade de Medicina de Santo André, implantou em diversas situações esse plano de gerenciamento de crise. Mostrando durante a palestra na prática sua utilização e utilidade. E deixa claro a importância de haver uma assessoria de imprensa numa empresa. Amenizar estragos e contorná-los de forma que sua imagem seja preservada é o trabalho desempenhado por eles.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Trintão no cenário teatral

Ghost Writter – Amanda Sakumoto


Em julho de 1979 nascia, no Rio de Janeiro, o grupo Teatro Amador Produções Artísticas, liderado pelo diretor Eduardo Tolentino de Araújo, fazendo o chamado teatrão, ou melhor, teatro realista. Em 1986, transfere-se para São Paulo, ocupando como sede o Teatro Alinça Francesa.


Baseado nas técnicas de Stanislavsky, o teatro realista trabalha sem o conceito de estereótipo, o ator vive o personagem mesmo nos bastidores. Enquanto não se iniciam as gravações o ator continua trabalhando o personagem. Esta técnica é muito utilizada nas telenovelas brasileiras.


Desde julho do ano passado, o Grupo Tapa comemora os seus 30 anos de existência, e durante um ano fará reapresentações de suas peças. Em agosto serão apresentadas peças inéditas no Festival Pirandello.


O TAPA contribui muito com o cenário teatral do país. É o maior grupo de São Paulo. As “crias” do TAPA estão espalhadas pela TV afora, como o ator Rodrigo Lombardi. E ganham prêmios, como o Shell e o APCA.


O TAPA também possui cursos de atores iniciantes ministrados por atores mais velhos. Alguns alunos são escolhidos para fazer pequenos papéis em peças do grupo, um papel de maior destaque só é conquistado quando o ator atinge uma maturidade profissional.


Ultimamente têm-se mudado um pouco esta conduta, alguns atores novos representaram papéis de destaque. Foi um teste que, por enquanto, deu resultado positivo.


São trinta anos de teatro bem feito, formando uma geração de expectadores, levando muita gente ao teatro. Infelizmente o público que acompanha o TAPA é formado por pessoas mais antigas. O desafio do grupo, hoje, é manter o seu lado tradicional, mas acrescentar elementos modernos e se adaptar ao contemporâneo. Tudo para conquistar um público mais jovem!

Grupo Tapa é sinônimo de coragem

Por: Renata Lopez

Para quem conhece o grupo Tapa, sabe que nenhum outro grupo teatral do Brasil teve a coragem, a determinação e as condições que teve o TAPA. Já para quem não conhece, é com imenso prazer que vos apresento “O Teatro Amador Produções Artísticas- TAPA”. Seu teatro é realista e muito importante no meio teatral por primar por qualidade nas suas montagens. Usa técnicas de Stanislavski e seus atores são conhecidos pela precisão na interpretação.


Atualmente faz 30 anos e começou suas comemorações em julho passado buscando um novo relacionamento com seu público atual, ou seja, os jovens e não apenas para quem entendem de teatro, críticos e diretores, mas sim trazer a cultura para os mais afastados.


O grupo totalmente estável é liderado pelo diretor Eduardo Tolentino de Araújo, e foi fundado em 1979, no Rio de Janeiro.


Grandes criações surgem como Viúva em 1983, Porém Honesta, de Nelson Rodrigues, e Pinóquio, de Carlo Collodi,1984. No ano seguinte abre o Festival de Teatro Brasileiro.


Ainda em 1986, o grupo deicidiu transferir-se para São Paulo, ocupando, como sede, o Teatro Aliança Francesa, por quinze anos. A Mandrágora, de Maquiavel, e Solness, o Construtor, de Henrik Ibsen, em 1988, demonstram sua dedicação aos clássicos, e aprimoraram os recursos e a linguagem do conjunto.


Tais procedimentos consolidam-se, em 1989, com as encenações de Sr. de Porqueiral, de Molière, e Nossa Cidade, de Thornton Wilder. Em 1990, o TAPA realiza uma encenação de peso: As Raposas do Café, incursão grotesca e debochada sobre os primórdios da economia cafeeira, de Celso Luís Paulini e Antônio Bivar. Em 1991, faz sua própria leitura de A Megera Domada, de William Shakespeare; um cabaré lírico sobre poemas e canções de Jaques Prévert em As Portas da Noite, e um espetáculo corrosivo com texto de Plínio Marcos, Querô, uma Reportagem Maldita.


Têm um grande reconhecimento no teatro com peças realistas, no qual já ganhou mais de 60 prêmios.


Este ano em janeiro ocorreu o Panorama do Teatro Brasileiro 2ª geração - com peças do repertório do TAPA e de grupos que tem ligação com TAPA (alunos e atores do TAPA que dirigem outros grupos). A extensão no título - 2ª geração - já aponta para o que diferencia a mostra que teve inicio dia 21 de janeiro de 2010. Atores que fizeram praticamente toda sua carreira teatral no Tapa, como Clara Carvalho, Sandra Corveloni e Brian Penido, assinam a direção de três espetáculos, Valsa nº 6, de Nelson Rodrigues; As Viúvas, de Arthur Azevedo; e Pedreira das Almas, de Jorge Andrade. "Desta vez, a maioria é de produções ligadas ao Tapa, mas criadas fora do grupo. Mão na Luva foi montada pelos atores (tem concepção e interpretação da dupla Isabella Lemos e Marcelo Pacífico), o que a gente fez foi só uma supervisão crítica durante o processo. "Com exceção de As Viúvas e A Moratória (dirigida por Tolentino), as outras são produções independentes, o grupo deu algum tipo de apoio apenas. Atores importantes que passaram pelo TAPA inclui também: Rodrigo Lombardi, Zé Carlos Machado, Walter Breda, e atores que continuam no grupo: Dalton Vigh, Bárbara Paz, Beatriz Segall, entre outros.


Estreou em Abril sua mais nova produção: Vestir os nus, de Pirandello, O texto escrito em 1922 por Luigi Pirandello fala sobre a tentativa de suicídio de uma criada, através de várias versões dos personagens envolvidos e do próprio espectador. A apresentação é considerada um “clássico de teatro moderno”.


É responsável por uma geração de espectadores apaixonados por teatro e agora busca novos espectadores com montagens bem acabadas e de textos modernos como "Cloaca", a peça mostra o encontro circunstancial de quatro amigos de juventude no apartamento de um deles. Todos estão na faixa dos quarenta, todos trabalham para o Estado e todos falam "cloaca!" quando se encontram, rememorando um antigo código interno ao grupo dos tempos de faculdade. André Garolli, 42, Brian Ross, 49, Dalton Vigh, 45, e Tony Giusti, 49, são os atores mas são também amigos de longa data, assim como Maarten, Jan, Tom e Pieter, seus personagens. A aparição feminina na peça é breve uma prostituta russa contratada para divertir homens à beira de um ataque de nervos-, mas o olhar da mulher sobre o mundo masculino é constante no texto de Goos.


Em parte, o prestígio do TAPA no panorama do teatro brasileiro deve-se à alta definição do projeto artístico do grupo. Trabalhando sobre textos dramáticos de qualidade excepcional e explorando as conexões entre estilos consagrados e formalizações contemporâneas, o repertório do grupo, visto em perspectiva, converge para um núcleo ideológico onde o tema central é a responsabilidade do indivíduo na ordenação social. No tratamento cênico dado à literatura dramática do passado, o grupo tem procurado evidenciar não só a beleza das obras que permanecem como um patrimônio venerável, mas o modo como registram condições de vida que não conseguimos superar, ainda que os autores do passado as tivessem considerado, no tempo da escritura, estados contingentes da sociedade e da história.

Legenda da Foto: André Garolli, Brian Penido Ross, Dalton Vigh e Tony Giusti em cena de "A Cloaca". (2009)

Foto: divulgação

Com vocês o tradicional TAPA

Um grupo de nome tradicional que se torna contemporâneo. O Teatro Amador de Produções Artísticas, se torna simplesmente o TAPA. O nome se torna contemporâneo, mas, o teatro se mantém tradicional. E assim o grupo TAPA completa 30 anos, de peças infantis à realistas, com atores experientes e jovens e se torna o maior grupo tradicionalista do país.

Fundado no Rio de Janeiro em 1979, onde permaneceu até 1986, quando partiu para São Paulo, o grupo é liderado por Eduardo Tolentino de Araujo e leva na bagagem mais de 40 peças. Nessa trajetória, ficaram marcadas interpretações de textos clássicos da dramaturgia nacional e internacional.

Em comemoração ao aniversário, o TAPA apresentou o Festival de Repertório, onde reapresentaram peças que já foram sucesso no grupo. Como sempre é TAPA pra todo lado, o grupo apresentou também o Festival Pirandello, onde apresentou peças baseadas nos contos do autor italiano inéditos no Brasil.

Alguns atores consagrados são crias do TAPA, como Rodrigo Lombardi, que, ao fazer sucesso, levou o grupo à mídia. Sem contar as participações de atores consagrados como Beatriz Segall, Dalton Vigh, Barbara Paes, entre outros.

Para iniciar na vida de ator, muitos buscam escolas de teatro como a que é oferecida pela companhia que dá a oportunidade de jovens atores aprenderem com os experientes e, muitas vezes, contracenarem com eles.

Atualmente, o TAPA está em cartaz com a peça "CLOACA" que conta com a participação de André Garolli, Brian Ross, Dalton Vigh, e Tony Giusti. A peça é uma comédia escrita pela holandesa Maria Goos em 2002 e fala sobre quatro amigos quarentões. Apesar de falar sobre coisas de homem, o texto de Maria Goos mostra muito o ponto de vista da mulher em relação ás coisas de homem.

Será preciso um TAPA para esta geração acordar para a vida e prestigiar o teatro? Se for assim, tudo bem, pois talento é o que não falta para que o grupo consiga espectadores.

Ghost Writer - Thamiris Salim

Lapidando talentos em mais de três décadas de magia

por: Eric Douglas

O Teatro Amador Produções Artísticas (TAPA), foi criado no Rio de Janeiro, em 1979, e veio para São Paulo, em 1986. O grupo comemora mais de três décadas de pura magia, sempre em busca de novos talentos para a dramaturgia, o desafio agora é renovar o público e manter o carisma com o público já conquistado. Conhecido como um grupo que faz teatro realista, pelo sistema de dramaturgia do russo Constantin Stanislavski (1863-1938), que destaca o realismo psicológico e a vivência de emoções autênticas pelos atores.

O diretor Eduardo Tolentino e sua mãe, Lola Tolentino são uns dos fundadores do grupo, ele escreveu algumas peças que fizeram as cortinas do TAPA se abrirem para ganhar uma notoriedade no cenário nacional como: Apenas um Conto de Fadas,Viúva, porém honesta de Nelson Rodrigues. E no Festival de Teatro Brasileiro, com encenações de autores nacionais, como Martins Pena, O Noviço, e Artur Azevedo, A Casa de Orates. As histórias que o grupo criou foram convertidas em mais de 60 prêmios, Shell, PCA, Moliére, entre outros.

A magia do contemporâneo é retratada com a comédia dramática com o texto “Cloaca”, da holandesa Maria Goos, que revela a história de quatro amigos quarentões em situações decisivas. Pieter (Tony Giusti), um funcionário público gay, rouba obras de arte da prefeitura. Tom (Dalton Vigh) é um advogado viciado em cocaína e tenta trabalhar com publicidade. Jan (André Garolli), político com chances de virar ministro, está em crise no casamento, enquanto o diretor de teatro Marten (Brian Penido Ross) vive o estresse de uma estréia. Na peça, os quatro se vêem em situações que testam os limites entre amizade e egoísmo. A montagem estreou em agosto do ano passado e fica em cartaz até o dia 13 de junho no Teatro Imprensa.

Em janeiro foi realizada uma comemoração com o Panorama do Teatro Brasileiro, segunda geração. O Maior grupo de teatro de São Paulo detesta ser intitulado de “brega”, o charme do teatro realista apresenta a peça Pirandello, que o grupo vai estrear chama-se, “Vestir os nus”.

Na caça de talentos e em busca de se reinventar, o TAPA faz uma aposta na pós-modernidade líquida de Zygmund Bauman. As peças que no passado tiveram mais de três horas de duração, hoje duram cerca de uma hora e meia. O público do TAPA está envelhecendo e a solução parece ser os novos cursos para atores disponibilizados gratuitamente. Vale ressaltar, que para ser um ator ou atriz do grupo TAPA, não é necessário formação acadêmica.

Tradição e renovação brigam em palco

Em 1979, o Teatro Amador Produções Artísticas nascia para uma nova era.

Inspirados no russo Constantin Stanislavski, o TAPA provocou espectadores com louvor a essência do realismo e a vivência de emoções autênticas.

Atuando há mais de 30 anos, o TAPA recebeu mais de 60 prêmios. Entre eles o prêmio Shell, Funarte, APETESP e muitos outros. Respeitado no ramo teatral, o grupo ajudou alavancar grandes talentos, como o ator global Rodrigo Lombardi, e Clara Carvalho, vencedora do prêmio Shell de melhor atriz em 2001 com a peça “Os órfãos de Jânio”.

Estreando com a peça “Vestir os Nus”, um clássico do teatro moderno, escrita em 1922 por Luigi Pirandello o grupo TAPA inicia suas atividades com um novo festival de peças voltadas para o público jovem. Eduardo Tolentino de Araújo, um dos fundadores e diretor do grupo, torceu o braço durante muitos anos para adotar uma nova proposta de entreter também o público jovem.


A nova bandeira levantada pelo TAPA visa expandir seu público e lucro, já que os atores, salários e a infra-estrutura do TAPA são pagos com a bilheteria.

Artistas por natureza, dentro e fora dos palcos, o grupo se desdobra em novas peças, agora mais rápidas e leves, voltada para os jovens. Um exemplo é a peça “Cloaca”, de Maria Goos, que mostra a história de quatro amigos em situações constrangedoras e decisivas. Pieter (Tony Giusti) é um funcionário público gay que rouba obras de arte da prefeitura. Tom (Dalton Vigh) é um advogado viciado em cocaína e tenta trabalhar com publicidade. Jan (André Garolli) é um político com chances de virar ministro, mas está em crise no casamento, e o diretor de teatro Marten (Brian Penido Ross) vive o estresse de uma estréia.

“Cloaca”, que estreou em agosto do ano passado, fica em cartaz até o dia 13 de junho no Teatro Imprensa, SP.

O “Teatrão” do grupo TAPA (utilizado por peças conservadoras e realistas) comemorou seus 30 anos de existência renovando suas peças feitas nos anos anteriores e promete repercussão e controvérsias com peças baseadas no autor italiano Luigi Pirandello, formando o Festival Pirandello.

Além de apresentar peças que buscam a reflexão da identidade dos espectadores através do realismo clássico e expressões corporais contemporâneas, o grupo ainda tem quatro cursos para atores, que são ministrados pelos próprios atores residentes do TAPA e por seu diretor Eduardo Tolentino de Araújo.


Ghost Writer - Rudá Pereira da Costa

Grupo TAPA- 30 anos de espetáculos

O Teatro Amador Produções Artísticas(TAPA) foi fundado em 1979 no Rio de Janeiro por Eduardo Tolentino, diretor do Grupo. O TAPA veio a São Paulo em 1986 e a primeira peça de grande sucesso foi “Apenas um Conto de Fadas”.

O TAPA oferece 4 cursos para os atores que estão iniciando a carreira artística sobre as técnicas teatrais de Constantin Stanislavsky , para que eles demonstrem em palco suas emoções.

O TAPA já recebeu espetáculos de dramaturgos como Nelson Rodrigues, José Wilker, Sandra Coverloni, entre outros. Ainda recebeu prêmios como Shell, APCA e também do Festival Nacional de Teatro.

Atualmente, o TAPA tem 6 peças em exibição. Entre elas, a peça “Cloaca” que tem no elenco o ator Dalton Vigh e conta a história de amigos que se conheceram na universidade. Daí saíram atores que atingiram o ápice na TV brasileira. Caso do ator Rodrigo Lombardi, que fez a novela “Caminho das Índias” na Rede Globo.

Neste ano, O TAPA apresentou o Panorama do Teatro Brasileiro, peças de autores consagrados da dramaturgia brasileira exibidas em comemoração aos 30 anos do Grupo. E, também está acontecendo o Festival Luigi Pirandello, que tem uma de suas obras em cartaz: “Vestir os Nus”.

Sucesso de público e adaptações, o Grupo TAPA fez nestes 30 anos a alegria de muitas pessoas e a formação de grandes talentos.

Antônio Ribas

Grupo Tapa faz trinta e um anos de trajetória com uma boa bagagem

Desenvolvendo um ótimo trabalho ao longo dos anos, o diretor Eduardo Tolentino comemora com o grupo os 31 anos de existência.

Em 1979, no Rio de Janeiro, nasceu o grupo que a décadas marca o teatro brasileiro, o Teatro Amador Produções Artísticas (TAPA) estreando com o infantil Apenas um Conto de Fadas, de sua autoria, seguido das peças Uma Peça por Outra, de Jean Tardieu, em 1980; O Anel e a Rosa, de William Makepeace Thackeray, em 1981, e Trágico Acidente Destronou Tereza, de José Wilker, em 1982. Mas foi em 1983 que surgiram as criações que fez o grupo se fortalecer, como Viúva, Porém Honesta, de Nelson Rodrigues, e Pinóquio, de Carlo Collodi, de 1984. No ano seguinte, o TAPA abriu o Festival de Teatro Brasileiro, projeto de muitos anos, realizando a peça O Noviço, de Martins Pena; Caiu o Ministério, de França Jr, com direção de Celso Lemos; e A Casa de Orates, de Artur Azevedo.

Em 1986 o grupo passa para São Paulo, ocupando o Teatro Aliança Francesa, por quinze anos. A Mandrágora, de Maquiavel, e Solness, o Construtor, de Henrik Ibsen, em 1988, demonstram uma dedicação à linguagem clássica.

No ano de 1990, o TAPA realiza uma bela atração, As Raposas do Café, de Celso Luís Paulini e Antônio Bivar. Em 1991, A Megera Domada, de William Shakespeare; poemas e canções de Jaques Prévert em As Portas da Noite, e um belo espetáculo com texto de Plínio Marcos, Querô, uma Reportagem Maldita.

O grupo volta a focar no teatro realista em 1993, com Senhora Klein, de Nicholas Wright, e um ano depois é refeito Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues. Em 1995, tivemos Corpo a Corpo, de Oduvaldo Vianna Filho; homenagearam Jorge Andrade fazendo Rasto Atrás e com mais um texto de Plínio Marcos, é realizado um forte espetáculo com Navalha na Carne; em 1997. Quando completaram vinte anos (1999), foi encenado A Serpente, de Nelson Rodrigues, junto com As Viúvas, pequenos textos de Artur Azevedo e uma adaptação de Maupassant, Contos de Sedução, em 2000.

No ano de 2001, o grupo interpreta Os Órfãos de Jânio, de Millôr Fernandes; Major Bárbara, de Bernard Shaw, e A Importância de Ser Fiel, de Oscar Wilde, protagonizado por Nathália Timberg, em 2002. No mesmo ano, realiza Executivos, texto do ator, encenador contemporâneo Daniel Besse. E em 2003 teve o espetáculo A Importância de ser fie, de Oscar Wilde, cujo elenco era Barbara Paz, Nathalia Timberg, Dalton Vigh, Etty Fraser entre outros.

Pela falta de referencia do teatro nacional, o grupo promove desde 2007 encontros diários com diversos grupos de atores profissionais, que queiram discutir rumos para o teatro brasileiro. Os mesmos têm feito uma série de leituras abertas ao público.


Em 2008, teve Retratos Falantes I e II; do inglês Alan Bennet, no ano seguinte o Tapa estava ficando mais velho e essas três décadas é comemorada até hoje. Em 2009 foi a vez de Cloaca, de Maria Goos e Valsa número seis, novamente de Nelson Rodrigues ficarem em cartaz.

O grupo está em cartaz com o espetáculo Vestir os Nus, de Luigi Pirandello. O texto escrito em 1922, fala da tentativa de suicídio de uma criada, com várias versões de personagens e com o próprio espectador.


Não se trata simplesmente de produzir ou atuar, se trata de um conjunto de trabalho escolhido e sempre buscar melhorar e disso o grupo entende. Afinal com trinta e um anos de estrada e dono de mais de 60 prêmios, como Shell, Funarte, Apca e Apetesp, o Tapa conquistou uma trajetória reconhecida por muitos, pelo respeito, qualidade, repertório e na maioria das vezes se dedicando à dramaturgia.


Legenda: Peça "A Importância de ser fiel" de Oscar Wilde (2003)
Foto: Divulgação


Regiane Merenda